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Preço do petróleo fecha no maior nível desde 2022 após fracasso em negociações com o Irã
Publicado 28/03/2026 • 07:06 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 28/03/2026 • 07:06 | Atualizado há 4 semanas
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Bomba de petróleo
Os preços do petróleo encerraram a sexta-feira nos maiores patamares em mais de três anos, já que a guinada do presidente Donald Trump para negociações com o Irã não conseguiu aliviar os temores do mercado sobre uma forte interrupção na oferta no Oriente Médio.
O petróleo dos Estados Unidos avançou 5,46%, fechando a US$ 99,64 por barril. Já o Brent, referência internacional, subiu 4,22% e terminou a sessão em US$ 112,57. São os maiores valores desde julho de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia abalou os mercados de energia.
Durante o pregão, o contrato americano chegou a bater US$ 100,04 antes de recuar levemente. Na semana, o WTI acumulou alta próxima de 1%, enquanto o Brent ficou estável.
Leia também: Sem medo da disparada do petróleo: mercado aponta setores anticrise como refúgio em meio à volatilidade
Trump anunciou uma extensão de 10 dias para que o Irã abra o estratégico Estreito de Hormuz, mas a medida não foi suficiente para acalmar os receios de oferta. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que as conversas estavam “indo muito bem”, apesar de “declarações equivocadas da mídia e de outros”.
O republicano também disse que suspenderia ataques à infraestrutura energética iraniana até 6 de abril. Teerã ainda não comentou.
Enquanto isso, dois navios da estatal chinesa COSCO tentaram atravessar o Estreito, mas foram barrados, segundo a empresa de rastreamento MarineTraffic. A China é aliada do Irã, que já havia declarado que embarcações de países amigos poderiam passar. Foi a primeira tentativa de uma grande transportadora de contêineres desde o início da guerra.
“O cenário no Estreito de Hormuz continua altamente instável”, afirmou a MarineTraffic em nota.
Trump também declarou, em reunião de gabinete, que o Irã permitiu a passagem de 10 petroleiros nesta semana como um “presente” aos EUA.
O mercado acompanha de perto os desdobramentos na região, já que qualquer sinal de interrupção ou distensão impacta diretamente os preços da energia.
Embora algumas cargas sigam transitando, analistas alertam que o mercado global de petróleo permanece frágil.
“O mercado não subestimou a interrupção no Estreito de Hormuz; ele absorveu”, disse Paola Rodriguez-Masiu, chefe de análise de petróleo da Rystad Energy.
Segundo a consultoria, após semanas de perdas de oferta e redução de estoques, o sistema global passou de “amortecido para frágil”, com pouca margem para novos choques.
A Rystad estima que quase 17,8 milhões de barris por dia de petróleo e derivados foram afetados, com cerca de 500 milhões de barris perdidos até agora.
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