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Reunião Trump-Xi: 3 principais conclusões do encontro histórico em Pequim
Publicado 15/05/2026 • 08:47 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/05/2026 • 08:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto por BRENDAN SMIALOWSKI / POOL / AFP
O presidente chinês Xi Jinping (à direita) e o presidente dos EUA Donald Trump visitam o Templo do Céu em Pequim, em 14 de maio de 2026.
A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta semana avançou na consolidação de uma frágil trégua comercial com Pequim e na estabilização da relação bilateral.
Embora a viagem tenha sido adiada por mais de um mês devido à guerra no Irã, a cúpula de dois dias de Trump com o presidente chinês, Xi Jinping, foi encerrada na sexta-feira com planos para um novo encontro no outono.
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Veja o que mudou desde que os líderes se reuniram:
O alerta de Xi a Trump de que uma condução inadequada da questão de Taiwan colocaria a relação entre Estados Unidos e China em “grande risco”, segundo a mídia estatal oficial em inglês, dominou as manchetes no início das conversas.
Os preços do petróleo também subiram após Trump afirmar à Fox News, em entrevista pré-gravada, que a China concordou em comprar petróleo dos EUA e ajudaria nas negociações com o Irã. Ele não revelou quando as compras começariam nem em que volume.
A China ainda não confirmou planos para adquirir petróleo americano, enquanto Washington não se manifestou sobre Taiwan.
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“Acredito que cada lado cumpriu sua parte. Não houve discussão substancial sobre Taiwan, o que não é surpreendente”, disse Yue Su, economista-chefe para a China na Economist Intelligence Unit. “Mais diálogo sobre o Irã destacou que há pontos em comum. O fato de ambos os lados quererem apresentar o encontro como uma vitória demonstra, ao menos, boa vontade.”
“Há limites para o que a China pode realisticamente fazer, já que o regime iraniano está operando em modo de sobrevivência e priorizará seus próprios interesses e agenda acima de tudo”, acrescentou.
As autoridades dos Estados Unidos e da China ainda não divulgaram detalhes sobre acordos específicos. No entanto, o convite de Trump para que Xi visite os EUA em 24 de setembro indica que os dois líderes poderão se reunir novamente antes do término da trégua comercial de um ano, prevista para outubro de 2025.
O acordo reduziu tarifas e reverteu restrições relacionadas a terras raras após uma escalada de tensões entre os dois países no início de 2025.
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Xi afirmou que EUA e China concordaram com uma “estabilidade estratégica” construtiva como estrutura para os próximos três anos, segundo a mídia estatal.
“Do ponto de vista estratégico, Pequim parece tentar transformar a disposição transacional de Trump para estabilizar os laços em um marco operacional de longo prazo para as relações EUA-China”, disse Jack Lee, analista do China Macro Group, observando que essa estrutura pode se tornar a base para a condução das relações com Pequim pelo próximo presidente dos EUA.
Trump afirmou à Fox News que a China encomendará 200 aeronaves da Boeing, número superior às 150 unidades que a empresa esperava. Ainda assim, o total ficou abaixo das 500 aeronaves inicialmente previstas por muitos analistas.
A Nvidia também teria recebido sinal verde dos EUA para vender seus chips H200 a grandes empresas chinesas, impulsionando as ações de tecnologia.
Leia também: Trump elogia conversas com Xi em banquete em Pequim com líderes e CEOs
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, acompanharam Trump a Pequim. Os executivos e mais de uma dezena de líderes empresariais americanos — incluindo o CEO da Apple, Tim Cook, e Elon Musk, da Tesla — participaram de uma reunião na quinta-feira com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.
As declarações iniciais e os comunicados não trouxeram detalhes além da promessa da China de ampliar ainda mais a abertura de seu mercado a empresas estrangeiras, processo que ocorre gradualmente nas últimas décadas.
A delegação empresarial dos EUA foi significativamente menor do que o grupo de mais de 30 líderes que acompanhou Trump em sua viagem à Arábia Saudita no ano passado.
“Não acredito que o objetivo fosse fazer com que cada CEO assinasse um acordo”, afirmou Gary Dvorchak, diretor-gerente do Blueshirt Group. “A ideia foi demonstrar a força dos Estados Unidos e mostrar, do ponto de vista econômico, o poder que o país representa.”
“Também demonstra um alto nível de unidade entre o governo americano e o setor privado”, acrescentou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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