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Protestos na França têm confrontos em Paris com ataques à polícia e uso de gás lacrimogêneo
Publicado 31/10/2026 • 13:56 | Atualizado há 28 minutos
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Publicado 31/10/2026 • 13:56 | Atualizado há 28 minutos
KEY POINTS
Foto: Ibrahim Ezzat / Anadolú / Imagens Getty
Um manifestante segura uma bandeira francesa durante um protesto em âmbito nacional contra o aumento do custo de vida, dos preços dos combustíveis e do financiamento da educação em Paris, França, em 17 de outubro de 2026
Cerca de 15 mil pessoas participaram, neste sábado (31), de protestos em toda a França, no terceiro fim de semana seguido de manifestações contra o aumento do custo de vida e a desigualdade. Em Paris, o ato terminou em confronto entre manifestantes e policiais, segundo jornalistas da agência AFP.
Alguns manifestantes usaram martelos para arrancar paralelepípedos das ruas e lançá-los contra os agentes. Pelo menos um artefato incendiário também foi arremessado contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo.
Antes dos confrontos registrados em Paris, o Ministério do Interior havia informado que a situação permanecia “globalmente calma”. Até as 10h, no horário de Brasília, a polícia havia detido 27 pessoas em todo o país, contra 217 no sábado anterior.
O balanço foi divulgado antes dos episódios de violência na capital francesa e ainda não refletia possíveis novas detenções.
O governo francês mobilizou cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança para acompanhar os protestos deste sábado, repetindo o esquema adotado na semana anterior.
Na quinta-feira (29), o ministro do Interior, Laurent Núñez, havia alertado para um “risco muito alto de distúrbios públicos” e prometido uma resposta “extremamente firme” a episódios de violência.
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Siga o Times | CNBCAs autoridades também reforçaram a proteção de estabelecimentos comerciais e anunciaram restrições a manifestações nos centros das cidades, considerados áreas de maior risco.
Núñez também anunciou a proibição de encontros convocados pelas redes sociais para a noite de Halloween, neste sábado.
Segundo o ministro, algumas publicações incentivavam uma “revolução” e eram disseminadas por grupos de esquerda radical e ativistas ligados ao movimento dos Coletes Amarelos.
A França enfrenta uma nova onda de manifestações motivadas pelo aumento do custo de vida e pela desigualdade social.
Os protestos deste sábado foram convocados pelo movimento dos Coletes Amarelos e por sindicatos estudantis. Duas semanas antes, manifestações haviam terminado em episódios de violência considerados entre os mais graves dos últimos anos no país.
A mobilização ocorre a seis meses da eleição presidencial francesa, em um cenário de tensão social e disputa política, com a líder da extrema direita, Marine Le Pen, à frente nas pesquisas de opinião.
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