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Rebeldes sírios tomam aeroporto e controlam maior parte da cidade de Aleppo
Publicado 30/11/2024 • 15:53 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 30/11/2024 • 15:53 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Segundo a política do Departamento de Defesa dos EUA, eles podem deter, mas não prender, civis e devem entregá-los às autoridades locais o mais rápido possível
Aaref Watad/ AFP
Rebeldes tomaram o aeroporto civil de Aleppo e controlam a maior parte da cidade, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) neste sábado (30).
O Exército da Síria admitiu que os insurgentes avançaram sobre grandes partes da cidade, a segunda maior do país, depois de uma ofensiva devastadora, que deixou mais de 300 mortos e reacendeu a guerra civil.
“Dezenas de homens de nossas forças armadas foram mortos e outros ficaram feridos”, reconheceu o Exército. “Organizações terroristas conseguiram penetrar em grande parte dos bairros da cidade de Aleppo”, afirmou, detalhando que os combates se estendiam por mais de 100 quilômetros.
Os rebeldes, fortemente armados e vestidos com uniformes camuflados, patrulhavam as ruas ainda decoradas com cartazes do presidente sírio Bashar al-Assad. Eles afirmam que, embora controlassem quase toda a cidade, ainda não haviam consolidado completamente sua posição.
O grupo armado Hayat Tahrir al Sham (HTS) e suas facções aliadas tomaram o aeroporto internacional de Aleppo depois que as forças do regime Bashar al-Assad se retiraram, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos. A ONG afirma que os rebeldes controlam a maior parte da cidade, incluindo prédios do governo e prisões, além dos avanços em Hama e Idlib, onde capturaram pontos estratégicos sem encontrar resistência.
Aliada do regime, a Rússia lançou ataques em Aleppo com aviões de guerra pela primeira vez desde 2016, quando Bashar al-Assad reestabeleceu a autoridade sobre a cidade. Pelo menos 16 civis foram mortos neste sábado em ataque com aviões, provavelmente russos, afirma o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Com isso, subiu para 327 o número de mortos desde o início da ofensiva de quarta-feira. Isso inclui 183 jihadistas, 100 soldados sírios ou integrantes de milícias pró-governo e 44 civis, de acordo com o OSDH.
A escalada é a mais intensa em anos de uma guerra civil que estava em grande parte adormecida e representa o desafio mais sério enfrentado pelo regime. A escolha do momento para o ataque sugere que os rebeldes podem estar explorando fraquezas em uma aliança que liga o Irã ao Hezbollah, no Líbano, e ao regime de Assad na Síria.
Para Dareen Khalifa, especialista do International Crisis Group, a operação vinha sendo preparada há meses. O HTS e seus aliados, diz, “perceberam a mudança regional e geoestratégica”. “Eles acreditam que agora os iranianos estão enfraquecidos e o regime está encurralado”, acrescentou.
Em meio à ofensiva, o Irã denunciou que o seu consulado em Aleppo foi atacado por terroristas armados. O Ministério das Relações Exteriores de Teerã condenou o ataque e afirmou que todos os integrantes da missão diplomática estão a salvo.
Foi graças ao apoio militar de Rússia, Irã e Hezbollah que o regime conseguiu recuperar o controle de grande parte da Síria, em 2015. No ano seguinte, Assad reestabeleceu a autoridade sobre Aleppo. Os rebeldes da aliança jihadista Hayat Tahrir al Sham, contudo, mantiveram o domínio sobre as províncias de Hama e Latakia, nos arredores de Aleppo, e partes de Idlib.
O avanço rápido sobre Aleppo neste sábado ocorre após a ofensiva surpresa que reviveu os temores em um país devastado por uma guerra civil que se arrasta desde 2011. “Pela primeira vez em cerca de cinco anos, ouvimos foguetes e artilharia o tempo todo e, às vezes, aviões”, disse Sarmad, de 51 anos, morador de Aleppo. “Estamos com medo de que o cenário de guerra se repita e que sejamos obrigados a fugir.”
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