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Reunião Lula-Trump abre negociação, mas não resolve divergências, avalia especialista

Publicado 07/05/2026 • 12:14 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • O encontro entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7) não deve produzir resultados concretos imediatos.
  • A avaliação é da professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker.
  • Segundo a especialista, a reunião tem caráter estratégico para ambos os governos e serve também para aliviar pressões internas em cada país.

Evelyn Hockstein/Reuters

Presidente Lula encontra Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, em Kuala Lumpur, na Malásia.

O encontro entre Lula e Trump nesta quinta-feira (7) não deve produzir resultados concretos imediatos. A avaliação é da professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, para quem a reunião tem caráter estratégico para ambos os governos e serve também para aliviar pressões internas em cada país.

“Os dois presidentes têm questões internas importantes e a agenda internacional e de comércio sempre pode trazer um ar positivo”, disse, em entrevista ao programa Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Leia também: Lula e Trump se reúnem na Casa Branca com minerais e crime organizado entre destaques da pauta

Do lado brasileiro, o foco é destravar o comércio bilateral e tentar convencer Washington a recuar das investigações sobre programas como o PIX, que entraram no radar do governo americano. Já os Estados Unidos têm interesse direto nas terras raras brasileiras.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, considerados estratégicos, e o acesso a eles é visto como parte da busca americana por maior autonomia nesse setor.

O combate ao narcotráfico também entra na pauta. Para Holzhacker, o tema interessa sobretudo a Trump, que pode usá-lo para mostrar resultados na sua política interna de segurança.

Leia também: Encontro na Casa Branca: Lula leva ministros da Fazenda, Justiça e Energia para reunião com Trump; veja a pauta

O ponto mais delicado, porém, é justamente o das terras raras. O governo brasileiro quer que eventuais investimentos americanos incluam processamento e beneficiamento no próprio país e não apenas a extração da matéria-prima. O problema, segundo a professora, é que isso vai na direção contrária ao que Trump defende. “Estrategicamente, para o Trump, levar o processamento para os Estados Unidos é a sua bandeira”, afirmou.

A expectativa, portanto, é de avanço limitado. “A gente não vai esperar nada definitivo. Acredito que esse é o primeiro passo importante”, disse Holzhacker.

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