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Inteligência Artificial

Cerebras estreia na Nasdaq com alta de 68% e promete chip melhor que GPUs da Nvidia; conheça

Publicado 15/05/2026 • 09:27 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Cerebras capta US$ 5,55 bilhões no maior IPO do ano e estreia na Nasdaq com alta de 68% no primeiro dia
  • Cofundadores Andrew Feldman e Sean Lie se tornam bilionários com participações avaliadas em US$ 3,2 bi e US$ 1,7 bi
  • Empresa rival da Nvidia tem contrato de US$ 20 bilhões com a OpenAI e acordo de fornecimento com a AWS
IPO da Cerebras na Nasdaq - 14 de maio de 2026 - Times Square NYC

Divulgação Cerebras

Cerebras estreia na Nasdaq com alta de 68% e valor de mercado de US$ 95 bi; cofundadores viram bilionários no maior IPO do ano em chips de IA

A Cerebras Systems estreou na Nasdaq na quinta-feira (14) com alta de 68%, encerrando o primeiro dia de negociações com valor de mercado de aproximadamente US$ 95 bilhões. A fabricante de chips voltados para inteligência artificial captou US$ 5,55 bilhões na oferta, tornando o IPO o maior do ano nos Estados Unidos.

As ações foram precificadas a US$ 185 cada, 48% acima da faixa original estimada pela própria empresa apenas uma semana antes. A demanda pelos papéis superou em mais de 20 vezes a quantidade de ações disponíveis. Ao longo do dia de ontem o papel chegou a bater US$ 386, mas fechou em US$ 350.

Dois novos bilionários em um dia

A valorização transformou os dois cofundadores da Cerebras em bilionários. Andrew Feldman, CEO da empresa, detém participação avaliada em US$ 3,2 bilhões após a estreia. Sean Lie, responsável pela área de tecnologia de hardware, acumula uma fatia de quase 3% da companhia, avaliada em US$ 1,7 bilhão.

Feldman fundou a Cerebras cerca de uma década atrás, após vender sua empresa anterior, a fabricante de microservidores SeaMicro, para a AMD por cerca de US$ 334 milhões em 2012.

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Investidores iniciais colhem retorno expressivo

O IPO também representou um retorno expressivo para os investidores que apostaram na empresa desde o início. A Benchmark, que co-liderou a rodada Serie A em 2016, detém participação avaliada em US$ 5,5 bilhões. A Foundation Capital, outra investidora daquela rodada, acumula fatia de US$ 4,8 bilhões.

Entre os investidores pessoa física, Sam Altman e Greg Brockman, cofundadores da OpenAI, também estavam entre os primeiros a apostar na Cerebras. Com a valorização, as participações de Altman e Brockman passaram a valer US$ 27,8 milhões e US$ 24,2 milhões, respectivamente.

Chips que disputam espaço com a Nvidia

A Cerebras desenvolveu o Wafer Scale Engine 3, processador que ocupa uma lâmina inteira de silício, formato que a empresa afirma oferecer velocidade superior às GPUs tradicionais da Nvidia. A lógica por trás do design é que os dados nunca precisam deixar o chip, reduzindo a latência nas operações de inferência, etapa em que modelos de IA respondem diretamente ao usuário.

“É possível migrar uma carga de trabalho da Nvidia para a Cerebras com dez comandos”, afirmou Feldman..

Ainda assim, analistas alertam que a Nvidia segue dominante. A receita de data center da gigante dos chips deve superar US$ 73 bilhões no trimestre encerrado em abril, valor mais de 400 vezes superior à receita trimestral da Cerebras, de US$ 171 milhões.

🔍 Na fabricação de chips convencionais, uma lâmina circular de silício é cortada em dezenas de pequenos pedaços, cada um virando um processador separado. A Cerebras faz o caminho inverso: usa a lâmina inteira como um único chip gigante. O resultado é um processador com muito mais capacidade de processamento e sem a necessidade de transferir dados entre peças distintas, o que reduz o tempo de resposta nas operações de inteligência artificial.

OpenAI e Amazon sustentam a tese de crescimento

A Cerebras firmou contrato de US$ 20 bilhões com a OpenAI para fornecimento de capacidade computacional até 2028. A empresa também fechou acordo de fornecimento de chips com a AWS, serviço de nuvem da Amazon, cuja produção em escala plena está prevista para o ano que vem.

Apesar das parcerias, analistas apontam que a Cerebras ainda carrega riscos relevantes. A empresa opera no prejuízo, queima caixa na expansão do serviço de nuvem próprio e tem 86% da receita do ano passado concentrada em dois clientes com vínculos governamentais nos Emirados Árabes Unidos. O valuation atual embute uma expectativa de crescimento sem tropeços por vários anos, num setor historicamente cíclico.

A empresa retirou o pedido de IPO em outubro do ano passado, alegando que os dados financeiros estavam desatualizados, e retomou o processo em fevereiro deste ano, quando captou recursos privados com avaliação de US$ 23,1 bilhões.

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