CNBC

CNBCLucro da Samsung salta mais de 8 vezes, supera estimativas e reflete boom da IA com escassez de chips de memória

Mundo

Selic em 14,5% pode antecipar fim do ciclo de cortes após choque do petróleo, diz ex-Fed

Publicado 29/04/2026 • 23:10 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Copom reduziu a Selic para 14,50%, mas choque do petróleo pode limitar novos cortes, segundo Benjamin Mandel.
  • Ex-economista do Fed diz que racha no comitê americano mostra divisão entre preocupação com inflação e crescimento.
  • Alta do petróleo e conflito no Oriente Médio aumentam incerteza para autoridades monetárias no Brasil e nos Estados Unidos.

A redução da Selic para 14,50% pode marcar uma etapa final do ciclo de queda dos juros no Brasil, diante da pressão provocada pelo choque do petróleo e pela inflação ainda resistente, afirmou Benjamin Mandel, ex-economista do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Mandel disse que o Banco Central brasileiro e o Fed atuam em um ambiente de cautela elevada, pressionados por choques de oferta, preços de energia e incertezas sobre a trajetória da inflação.

“O Copom deve seguir com um corte moderado. Existe uma certa gordura cíclica do ano passado, mas o ciclo de queda pode terminar mais cedo do que o previsto devido ao choque global do petróleo no Estreito de Ormuz, que impacta o custo de vida doméstico”, afirmou.

Nos Estados Unidos, o Fed manteve os juros entre 3,5% e 3,75%. Segundo Mandel, a decisão ocorreu em meio a uma divisão interna maior no comitê.

Leia mais:
EXCLUSIVO CNBC: CEO do UBS vê “complacência” nos mercados diante de risco geopolítico
Amazon supera expectativas com avanço da nuvem, mas ação recua após resultado
Com juros estáveis, Fed revela racha às vésperas de troca no comando e tensiona mercados

“Houve uma falta de consenso no comitê, com quatro votos contrários à manutenção. Isso mostra uma polarização crescente entre os que se preocupam com a inflação e os que focam no crescimento. Diante de choques como o do petróleo e o conflito com o Irã, a melhor abordagem é esperar por mais dados”, disse.

Mandel também avaliou que a condução do Fed busca preservar a credibilidade institucional em um momento de transição e incerteza política.

“Powell decidiu continuar para acompanhar investigações internas, mas isso reforça a credibilidade do banco. A saída de Steven Mnuchin para a entrada de Kevin Warsh remove um componente de interferência política, tornando a transição mais suave e técnica do que o esperado”, afirmou.

No Brasil, a decisão ocorre em um cenário em que as projeções de inflação do Boletim Focus chegam a 4,86%, segundo Mandel. Para ele, a alta do petróleo reduz o espaço para cortes adicionais da Selic, principalmente se o choque energético persistir.

O barril chegou a se aproximar de US$ 130 durante o conflito, segundo o economista. A escalada aumenta o custo de vida e dificulta a sinalização futura dos bancos centrais.

“Quando se tem um grau de incerteza tão alto vindo de choques de oferta, ninguém quer sinalizar o futuro. O Fed e o Banco Central do Brasil estão em um corredor estreito, onde a prioridade é evitar que a inflação escape do controle”, disse.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo