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Shein sobe preços nos EUA em até 377% às vésperas de tarifas mais duras sobre pacotes importados da China
Publicado 27/04/2025 • 19:05 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 27/04/2025 • 19:05 | Atualizado há 1 ano
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Wikipedia Commons
Fachada da Shein
A varejista chinesa de fast fashion Shein aumentou significativamente os preços de seus produtos nos Estados Unidos — de roupas a utensílios domésticos — antecipando o fim da isenção para pacotes de pequeno valor. A medida, que sinaliza os primeiros reflexos da escalada da guerra comercial entre EUA e China, deve impactar diretamente o bolso dos consumidores americanos.
Segundo levantamento da Bloomberg News, a maioria dos reajustes foi aplicada na última sexta-feira (25), com altas expressivas em algumas categorias. O preço médio dos 100 produtos mais populares da seção de beleza e saúde subiu 51% em relação ao dia anterior, com alguns itens mais que dobrando de valor. No segmento de casa, cozinha e brinquedos, o aumento médio passou de 30%, puxado especialmente por um kit de panos de prato cujo preço disparou 377%. Já nas roupas femininas, o reajuste foi mais moderado, de 8%.
A mudança ocorre em meio à decisão do governo dos EUA de encerrar a chamada isenção de minimis, que até então permitia a entrada de pacotes de até US$ 800 sem cobrança de tarifas ou impostos de importação. A partir de 2 de maio, as novas regras passam a valer, com uma tarifa de até 120% para produtos vindos da China continental e de Hong Kong. A taxa postal por item também será elevada, chegando a US$ 100 inicialmente, com novo aumento previsto para 1º de junho.
Embora o ex-presidente Donald Trump tenha afirmado recentemente, em postagem nas redes sociais, que “praticamente não há inflação” no país, os aumentos praticados pela Shein revelam o esforço das varejistas online chinesas para repassar aos consumidores parte dos custos adicionais decorrentes das novas medidas tarifárias.
Em busca de alternativas, a Shein tem incentivado fornecedores a transferirem parte da produção para o Vietnã. A concorrente Temu, por sua vez, passou a utilizar depósitos nos Estados Unidos para reduzir o impacto das mudanças alfandegárias, adotando uma estratégia de “meia custódia”, em que as mercadorias são despachadas em volumes maiores diretamente para centros logísticos em solo americano.
As vendas das duas empresas cresceram em março e abril, impulsionadas por consumidores que correram para garantir produtos antes dos aumentos. Ambas já haviam anunciado reajustes nos preços no mercado americano.
Segundo uma amostra monitorada pela Bloomberg, composta por 50 itens de diversas categorias, os preços da Shein nos EUA subiram em média 10% entre os dias 24 e 26 de abril. Nesse intervalo, sete produtos foram removidos do catálogo americano. No Reino Unido, em contraste, os preços permaneceram estáveis e nenhum item foi retirado do ar.
Dos 43 produtos que continuaram disponíveis nos EUA, 30 tiveram reajustes superiores a 10% em apenas dois dias. Alguns aumentos, porém, começaram antes mesmo da sexta-feira. No dia 22 de abril, por exemplo, a categoria de roupas femininas já havia registrado uma alta média de 4,4%, com o preço médio dos 100 itens mais vendidos subindo de US$ 8,68 para US$ 9,06.
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