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Tarifas dos EUA sobre produtos indianos dobram para 50% devido à compra de petróleo russo
Publicado 27/08/2025 • 11:18 | Atualizado há 9 meses
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KEY POINTS
Índia
Premiê da Índia, NArendra Modi fala da década de crescimento no mais longo discurso do Dia da Independência. Foto: DD News India
Tarifas de 50% dos EUA entraram em vigor na quarta-feira (27) sobre diversos produtos indianos, dobrando um imposto já existente, em uma medida do presidente Donald Trump para punir Nova Déli pelas compras de petróleo russo. A Índia classificou os encargos como “injustos, injustificados e irrazoáveis”, e sua entidade de exportação solicitou intervenção do governo para conter temores de cortes massivos de empregos.
Trump também aumentou a pressão sobre a Índia em relação às transações de energia, uma fonte crucial de receita para a guerra de Moscou na Ucrânia, como parte de uma campanha para encerrar o conflito. O último ataque tensiona os laços entre EUA e Índia, dando a Nova Déli um novo incentivo para melhorar as relações com Pequim.
Embora o presidente americano tenha imposto novas tarifas tanto a aliados quanto a concorrentes desde que voltou à presidência em janeiro, esse nível de 50% está entre os mais altos que parceiros comerciais dos EUA enfrentam.
No entanto, algumas isenções permanecem para setores que poderiam ser atingidos por tarifas separadas — como farmacêuticos, chips de computador e smartphones. Além disso, as indústrias já afetadas, como aço, alumínio e automóveis, também estão poupadas dessas taxações.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações indianas em 2024, com remessas no valor de US$ 87,3 bilhões. Mas analistas alertaram que uma tarifa de 50% equivale a um embargo comercial e provavelmente prejudicará empresas menores.
Exportadores de têxteis, frutos-do-mar e joias já relataram cancelamentos de pedidos dos EUA e perdas para concorrentes como Bangladesh e Vietnã, aumentando os temores de cortes de empregos em larga escala.
Ajay Sahai, diretor-geral da Federação de Organizações de Exportação da Índia, pediu “apoio de liquidez do governo”. “Queremos garantir que, mesmo que os negócios parem, possamos manter os trabalhadores na folha de pagamento”, disse ele à AFP, acrescentando que ainda estavam “otimistas” em relação às negociações comerciais.
A quinta maior economia do mundo busca amenizar o impacto, com o primeiro-ministro Narendra Modi prometendo reduzir a carga tributária sobre os cidadãos durante o discurso anual para marcar a independência da Índia. Modi havia prometido anteriormente a autossuficiência, comprometendo-se a defender os interesses do país.
O ministério das Relações Exteriores havia informado que a Índia começou a importar petróleo da Rússia, já que os suprimentos tradicionais foram redirecionados para a Europa devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. Observou-se que Washington incentivou ativamente essas importações na época para reforçar a estabilidade do mercado energético global.
A Rússia representou quase 36% do total das importações de petróleo bruto da Índia em 2024. Comprar petróleo russo economizou bilhões de dólares para a Índia em custos de importação, mantendo os preços domésticos de combustível relativamente estáveis.
Mas a administração Trump manteve firme seus planos de tarifas na véspera do prazo de quarta-feira. O assessor de comércio de Trump, Peter Navarro, disse à imprensa na semana passada que “a Índia não parece querer reconhecer seu papel no derramamento de sangue.”
“Está se aproximando de Xi Jinping”, acrescentou Navarro, referindo-se ao presidente chinês.
Wendy Cutler, do Asia Society Policy Institute, afirmou que a Índia passou de “um candidato promissor para um acordo comercial antecipado para uma nação enfrentando algumas das tarifas mais altas.”. Wendy Cutler, ex-funcionária de comércio dos EUA, disse que “as altas tarifas corroeram rapidamente a confiança entre os dois países, o que pode levar anos para ser reconstruído.”
Trump usou tarifas como ferramenta para lidar com tudo, desde o que Washington considera práticas comerciais injustas até desequilíbrios comerciais. Os déficits comerciais dos EUA foram uma justificativa central para suas tarifas mais altas sobre dezenas de economias, que entraram em vigor no início de agosto — afetando parceiros desde a União Europeia até a Indonésia.
Mas o republicano de 79 anos também mirou em países específicos, como o Brasil, devido ao julgamento de seu ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de conspirar um golpe. As tarifas dos EUA sobre muitos produtos brasileiros subiram para 50% neste mês, mas com amplas isenções.
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