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Europa sobe nas bolsas com reunião entre EUA e China enquanto Milão renova máxima histórica

Publicado 14/05/2026 • 15:24 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • EUA e China sinalizaram redução das tensões comerciais e geopolíticas, com promessas de cooperação em inteligência artificial e possível atuação chinesa no Estreito de Ormuz, o que sustentou o tom otimista nos mercados globais.
  • O conflito no Oriente Médio continuou no radar após Israel reafirmar disposição para agir contra o Irã, cenário que manteve volatilidade no setor de defesa europeu, com alta da Rheinmetall e queda da Rolls-Royce.
  • A crise política no Reino Unido e os alertas do dirigente do BC da Letônia, Martins Kazaks, sobre inflação persistente e juros elevados no BCE também influenciaram o humor dos investidores, enquanto a Burberry caiu 6% após divulgar balanço.

Reprodução: Comunità Italiana

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira (14) estendendo os ganhos da última sessão e aproximando vários índices de máximas históricas, enquanto investidores ponderam encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo da China, Xi Jinping. O mercado também pondera os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, bem como a crise política no Reino Unido.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,36%, a 10.362,80 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,31%, a 24.452,62 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,93%, a 8.082,27 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,15%, a 50.050,27 pontos, após subir acima de 50 mil pontos pela primeira vez desde os anos 2000 e fechando no maior nível desde essa data. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,86%, a 17.806,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,57%, a 9.124,26 pontos. As cotações são preliminares.

Segundo comunicados de ambos os governos, Xi e Trump concordaram em construir um relacionamento com estabilidade estratégica e amenizaram tensões nos campos comercial e geopolítico. A cooperação inclui avanços no setor de inteligência artificial (IA) e, segundo o presidente americano, Pequim quer ajudar no Estreito de Ormuz, deixando o mercado acionário em tom otimista.

No entanto, incertezas permanecem depois de Israel reiterar que está pronto para agir contra o país persa, ao mesmo tempo em que a coalizão governista pressiona por novas eleições. O impasse deixava o setor de defesa em divergência: a alemã Rheinmetall subiu 2%, enquanto a britânica Rolls-Royce caiu 0,3%.

As consequências econômicas do conflito seguiam em destaque para banqueiros centrais, e o presidente do BC da Letônia, Martins Kazaks, alertou que é provável que a inflação permaneça elevada durante “algum tempo”, mesmo que a guerra seja resolvida rapidamente, o que implica na trajetória de juros do Banco Central Europeu (BCE).

Entre outros destaques corporativos, a Burberry recuou 6%, reagindo ao balanço, mas não limitou os ganhos do setor de luxo, que subiu quase 1%.

Paralelamente, no noticiário europeu, as atenções seguiam na crise política britânica diante da renovada onda de pressão sobre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, depois de o ministro de Saúde, Wes Streeting, que pode tentar destituir o premiê, anunciar a saída do governo.

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