CNBC

CNBCClaude Opus 5, novo modelo de IA da Anthropic, rivaliza com o Fable 5 e é mais barato

Tarifas do Trump

Tarifaço: exportações da indústria química para os EUA recuaram de US$ 2,2 bi para US$ 1,8 bi

Publicado 24/07/2026 • 17:13 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Exportações do setor para os Estados Unidos recuaram após o primeiro ciclo do tarifaço.
  • Entidade defende regulamentação ágil para liberar crédito às empresas afetadas.
  • Abiquim também contesta nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelos EUA.

As exportações da indústria química brasileira para os Estados Unidos já registram retração desde o início do tarifaço norte-americano, afirmou a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), ao defender a rápida regulamentação do programa Brasil Soberano III para garantir acesso das empresas às linhas de crédito anunciadas pelo governo federal. A entidade informou que os embarques para o mercado americano perderam cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,04 bilhões) no período, refletindo os impactos das primeiras medidas tarifárias impostas por Washington.

“A iniciativa do governo representa um importante instrumento de mitigação dos impactos das tarifas. Agora, é fundamental que a regulamentação esclareça rapidamente os procedimentos de acesso às linhas de crédito, permitindo que os recursos cheguem às empresas com agilidade”, afirmou o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro.

A manifestação foi divulgada após o governo anunciar o Brasil Soberano III, que amplia o apoio financeiro às empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para a Abiquim, a inclusão da indústria química entre os setores contemplados demonstra um direcionamento às cadeias produtivas estratégicas mais atingidas pelo tarifaço.

Leia também: Abiquim: tarifaço pode gerar impacto indireto superior a US$ 1 bilhão à indústria química

Queda nas exportações

Segundo a entidade, os efeitos das primeiras medidas tarifárias já são perceptíveis no comércio bilateral. A Abiquim afirma que as vendas de produtos químicos brasileiros aos Estados Unidos encolheram de cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,20 bilhões) para aproximadamente US$ 1,8 bilhão (R$ 9,16 bilhões), evidenciando os impactos do novo cenário comercial.

Apesar disso, a associação sustenta que não há justificativa econômica para a adoção das tarifas contra o setor químico brasileiro. A entidade destaca que, em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões (R$ 58,54 bilhões) em produtos químicos para o Brasil, enquanto importaram pouco mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,18 bilhões), mantendo um superávit comercial superior a US$ 9 bilhões (R$ 45,81 bilhões).

“Não há lógica econômica para a imposição dessas tarifas. Se há algum desequilíbrio nessa relação comercial, ele é favorável aos EUA, e não ao Brasil”, afirmou André Passos Cordeiro.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: ‘Empresas exportadoras devem ter cultura de reação rápida e aumentar diversificação de mercados’, diz consultor sobre tarifaço

Nova sobretaxa

Além da tarifa de 25% relacionada à investigação da Seção 301, em vigor desde 22 de julho, a Abiquim também criticou a sobretaxa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos com base em alegações sobre a importação, pelo Brasil, de produtos oriundos de países com vínculos a trabalho forçado.

A associação afirmou que já havia apresentado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) informações sobre os mecanismos de conformidade adotados pela indústria química brasileira e reiterou que o setor segue elevados padrões de governança, responsabilidade social e respeito aos direitos humanos. Para a entidade, eventuais medidas comerciais devem ser fundamentadas em critérios técnicos e objetivos.

Crédito e negociações

O Brasil Soberano III disponibiliza R$ 18,5 bilhões em crédito, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes de recursos remanescentes do Brasil Soberano I e da renegociação da dívida rural, além de R$ 5 bilhões do BNDES. Como a indústria química está entre os setores diretamente afetados pelas tarifas da Seção 301, a Abiquim pede que o segmento tenha acesso às linhas de financiamento previstas no programa.

Leia também: Tarifaço de Trump: veja como os países reagiram à nova sobretaxa de até 12,5% imposta pelos EUA

A entidade também defendeu a continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos para ampliar a lista de produtos excluídos das tarifas e reduzir os impactos sobre o setor químico brasileiro. “É um momento difícil, dentro de um contexto geopolítico bastante conturbado e complexo. O governo tem levado para nós que é preciso manter a paciência, a prudência, a cautela e a capacidade de negociação”, concluiu André Passos Cordeiro.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tarifas do Trump