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Haddad diz que Brasil busca diálogo com EUA em “bases respeitosas” e sem pressa
Publicado 29/07/2025 • 09:24 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 29/07/2025 • 09:24 | Atualizado há 10 meses
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo brasileiro está trabalhando para assegurar que eventuais negociações com os Estados Unidos ocorram com calma e em bases respeitosas, criticando a pressão por respostas imediatas diante da possível imposição de tarifas comerciais ao Brasil.
“Vejo, às vezes, uma pressão da oposição por uma resposta imediata, como se o Brasil tivesse que sair correndo atrás. O estilo do Bolsonaro era extremamente subserviente e isso não condiz com a estatura do nosso país”, disse.
Em fala a jornalistas, Haddad reforçou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca conduzir o diálogo com os EUA com dignidade e respeito à soberania brasileira. “O presidente Lula não representa a si. Ele representa um país que tem 200 anos de independência. Então, precisa ter uma certa liturgia para a coisa acontecer apropriadamente”, disse o ministro.
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As declarações ocorrem em meio à escalada das tensões comerciais, após os Estados Unidos indicarem que produtos brasileiros poderão ser taxados em 50% a partir de 1º de agosto. Haddad minimizou a pressa por uma resposta, afirmando que o governo está concentrado em “mapear o que de fato está em jogo”, com base em duas cartas enviadas aos norte-americanos desde maio.
“Nosso foco é responder às duas cartas enviadas desde maio, a fim de mapear o que realmente está em jogo, o que é importante para eles e para nós, e, assim, buscar uma solução.”
Segundo o ministro, os canais de diálogo seguem abertos. Haddad citou conversas do vice-presidente Geraldo Alckmin com interlocutores americanos e encontros próprios com autoridades dos Estados Unidos. “Quando dois chefes de Estado vão conversar, é preciso uma preparação prévia, para que não se crie uma situação de subordinação entre os países”, destacou.
Haddad também afirmou que Lula está tranquilo quanto a um plano de contingência, caso as tarifas sejam efetivamente implementadas. “Mais uma vez, o presidente manifestou muita tranquilidade em relação ao plano de contingência. São vários cenários que foram apresentados. Mas quem vai decidir a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data é o presidente.”
O ministro ainda destacou o histórico de Lula com ex-presidentes norte-americanos e questionou a atual postura do governo dos EUA. “Eu me dei bem com Bill Clinton, me dei bem com Obama, com Bush, com Biden. Qual a razão agora para esse tipo de postura de animosidade? Não faz sentido para o presidente Lula. Tem um presidente eleito lá, tem um presidente eleito cá. Vamos negociar, vamos conversar em bases respeitosas”, concluiu.
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