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“O plástico está em todos os produtos exportados”, alerta presidente Abiplast sobre efeitos do tarifaço
Publicado 14/08/2025 • 12:57 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 14/08/2025 • 12:57 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A indústria de plástico brasileira vem chamando atenção para os impactos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Apesar de não estar entre os setores diretamente atingidos, o segmento é fornecedor estratégico de embalagens e insumos para exportação.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (14), José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), destacou que “o plástico participa do processo produtivo como componente e também é utilizado como embalagem. Em exportações de alimentos, por exemplo, a embalagem plástica representa entre 15% e 25% do preço final do produto”.
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Coelho alerta que, praticamente todos os produtos exportados para os Estados Unidos contêm algum tipo de plástico, dado que o setor tem correlação de 95% com o PIB. “Onde tem PIB, tem plástico. Os produtos que são exportados, de uma forma ou de outra, têm um produto plástico presente”.
O executivo ressalta que as medidas anunciadas pelo governo brasileiro, como crédito e adiamento de impostos, ajudam somente a curto prazo.
“São medidas necessárias para que essas empresas não tenham dificuldades ou possam até parar sua produção, demitir pessoal. Mas o fato mais importante é que não podemos deixar de exportar para os Estados Unidos, que é um dos mercados mais importantes do mundo”.
O executivo defende que a redução do tarifaço de 50% deve ser prioridade nas negociações. “O ponto central é diminuir esse imposto de importação de 50%, se não conseguirmos voltar até 10%, que seja 15% ou 20%. Essas medidas ajudam por um curto espaço de tempo, mas precisamos resolver a questão comercial objetivamente”, concluiu.
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