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Tarifas do Trump

Por que Trump decidiu apertar o cerco aos medicamentos importados?

Publicado 23/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • A medida foi divulgada por meio de uma publicação na rede X e prevê um período de transição até agosto de 2028.
  • Após esse prazo, empresas que mantiverem a fabricação no exterior poderão enfrentar tarifas de importação que chegarão a 200%.
  • O objetivo central da medida é incentivar fabricantes a produzir medicamentos dentro dos Estados Unidos.

Foto: AFP

Por que Trump decidiu apertar o cerco aos medicamentos importados?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta semana um novo plano para restringir a entrada de medicamentos genéricos importados no país.

A medida foi divulgada por meio de uma publicação na rede X e prevê um período de transição até agosto de 2028 para que fabricantes transfiram parte da produção para território americano.

Após esse prazo, empresas que mantiverem a fabricação no exterior poderão enfrentar tarifas de importação que chegarão a 200%.

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A iniciativa faz parte da estratégia da Casa Branca para fortalecer a indústria farmacêutica nacional e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Plano prevê aumento gradual das tarifas

Pelas regras anunciadas por Trump, os medicamentos genéricos importados continuarão livres de tarifas até 1º de agosto de 2028. A partir dessa data, será aplicada uma tarifa de 100% durante um ano.

Na etapa seguinte, a cobrança dobrará e chegará a 200% para os produtos fabricados por empresas que não tiverem instalado operações produtivas nos Estados Unidos.

Segundo o presidente, o período de dois anos foi definido para permitir que o setor reorganize sua cadeia de produção e faça os investimentos necessários antes da entrada em vigor das novas cobranças.

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O que motivou a nova ofensiva?

O objetivo central da medida é incentivar fabricantes a produzir medicamentos dentro dos Estados Unidos. Para o governo americano, ampliar a capacidade industrial doméstica é uma forma de reduzir a dependência de importações, especialmente em um setor considerado estratégico para a segurança nacional.

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Nos últimos anos, grande parte dos medicamentos genéricos consumidos pelos americanos passou a depender de fábricas localizadas em países como Índia e China, que concentram parcela significativa da produção mundial de princípios ativos e medicamentos acabados.

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Ao elevar o custo da importação, a Casa Branca pretende tornar mais atrativa a instalação de novas fábricas em solo americano, aumentando a oferta produzida internamente e fortalecendo a cadeia farmacêutica do país.

Medicamentos de marca não serão afetados

O anúncio ocorre poucos meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro. A disputa renovará parte do Congresso americano e costuma servir como um teste de apoio ao governo.

Ao defender o fortalecimento da indústria nacional e a criação de empregos por meio da instalação de novas fábricas, Trump reforça um dos principais eixos de sua política econômica, baseada na expansão da produção doméstica e na redução da dependência de produtos fabricados no exterior.

De acordo com o presidente, o modelo atual para esse segmento tem apresentado resultados positivos e, por isso, não haverá alterações nas regras.

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Trump afirmou que a mudança vale apenas para medicamentos genéricos. Segundo ele, a política aplicada aos medicamentos patenteados, de marca e considerados inovadores continuará a mesma.

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