CNBC

CNBCAllianz anuncia compra da unidade de seguros da HSBC em Singapura por US$ 2,09 bilhões

Tarifas do Trump

‘Na marra’ e ‘indevida’, veja reações dos ministros da Fazenda e do Desenvolvimento ao tarifaço

Publicado 24/07/2026 • 07:35 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Tarifaço dos EUA acrescenta 12,5% sobre produtos brasileiros a partir desta sexta-feira (24)
  • Ministros da Fazenda e do Desenvolvimento classificam nova tarifa como indevida e unilateral
  • Governo mantém negociação com Washington e amplia crédito do programa Brasil Soberano
Durigan tarifaço

Foto: Agência Brasil

Ministros do governo brasileiro classificaram como indevida o novo tarifaço de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos do país, movimento que ministros descreveram como uma tentativa de reeditar cobranças recíprocas derrubadas pela Suprema Corte americana.

A sobretaxa entrou em vigor nesta sexta-feira (24) e passa a somar-se à tarifa de 25% anunciada em julho, elevando a cobrança total sobre parte das exportações brasileiras para 37,5%. O tarifaço atinge praticamente toda a pauta de exportação do país.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (23) que a nova sobretaxa parte de argumentos que não condizem com a realidade brasileira. Segundo ele, o país mantém uma política de combate ao trabalho forçado e rejeita a justificativa usada por Washington para aplicar a medida.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, disse o ministro, ao lembrar que o Brasil é signatário de instrumentos da Organização Internacional do Trabalho voltados à fiscalização e ao acolhimento de vítimas de trabalho escravo.

Leia também: “O que estava ruim, ficou pior”, diz Abicalçados sobre taxação dupla dos EUA que eleva tarifa a 37,5%

Tarifaço eleva encargo sobre setores da indústria

Segundo o MDIC, o adicional de 12,5% recai sobre quase toda a pauta de exportação, com exceção de cerca de dois mil produtos isentos. Ainda assim, itens como calçados, máquinas, peças, componentes, confecções e produtos químicos não farmacêuticos ficam sujeitos à cobrança acumulada de 37,5%, soma entre a tarifa anterior de 25% e a nova sobretaxa.

Produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas continuam fora das duas cobranças, de acordo com o ministério. A pasta informou que ainda levanta a lista completa de itens submetidos à dupla tarifação e prevê concluir o mapeamento nos próximos dias.

Fazenda aponta tentativa de contornar decisão judicial

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a nova alíquota representa uma tentativa do governo de Donald Trump de reeditar as tarifas recíprocas barradas pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Para ele, a medida atinge quase a totalidade das importações americanas e funciona como substituto do mecanismo anterior.

Durigan classificou a medida como “injustificada e unilateral”.

Ao todo, a nova alíquota atinge 60 países. Desses, 56, incluindo o Brasil, receberam a cobrança de 12,5%, enquanto outros seis foram taxados em 10%. A decisão americana alcança 99,4% das importações dos Estados Unidos.

Negociação e crédito diante do tarifaço

Apesar do desconforto, o governo brasileiro prioriza a via diplomática. Durigan afirmou que o país conduz as tratativas com boa vontade e negocia diretamente com a administração americana, sem descartar o uso da Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.

Segundo o ministro, a decisão sobre eventuais contramedidas depende da evolução das conversas com Washington, previstas para avançar no mês seguinte, após a conclusão do levantamento de impactos sobre as exportações brasileiras.

Enquanto as negociações seguem, empresas atingidas pelo tarifaço podem recorrer a recursos do programa Brasil Soberano, que reserva R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.

Durigan também citou o desempenho recente do comércio exterior brasileiro. Segundo o ministro, as exportações aos Estados Unidos vêm recuando nos últimos anos, movimento que não impediu o país de bater recorde na balança comercial, resultado atribuído à diversificação de mercados e à abertura de novos acordos comerciais nesse período.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tarifas do Trump