Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifas podem gerar choque negativo de oferta, se continuarem elevadas, diz diretora do Fed
Publicado 12/05/2025 • 14:39 | Atualizado há 1 ano
Greg Abel adota estilo de Buffett em ofensiva de quase R$ 85 bilhões e amplia aposta em tecnologia
Bitcoin cai abaixo de R$ 352 mil e ações da Strategy ampliam perdas
Trump assina decreto sobre inteligência artificial que exige que empresas concedam ao governo acesso antecipado
Abertura de vagas de emprego nos EUA sobe para 7,6 milhões em abril, maior nível em quase dois anos
Blackstone conclui captação de maior fundo de private equity da Ásia
Publicado 12/05/2025 • 14:39 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Em 25 de março de 2025, a diretora Kugler fez comentários sobre o cenário econômico e o empreendedorismo na Câmara de Comércio Hispânica dos Estados Unidos.
Federal Reserve / Flickr
A diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Adriana Kugler afirmou nesta segunda-feira (12), que as novas tarifas comerciais devem atuar como um “choque negativo de oferta”, elevando preços e reduzindo a atividade econômica, caso se mantenham em níveis elevados. Ela ainda ressaltou, em meio às tensões entre o BC norte-americano e a Casa Branca, que o Fed “opera de forma independente do governo eleito em Washington”, mas monitora os efeitos das políticas federais em vigor.
“A incerteza ainda é grande quanto ao nível final das tarifas médias”, disse em discurso no Banco Central da Irlanda, acrescentando que, “com o tempo, pode haver efeitos relevantes sobre a produtividade” devido a investimentos menores e realocação menos eficiente de recursos.
Kugler observou que empresas já sinalizam repasses de custos, com pesquisas regionais do Fed indicando que a maioria pretende transferir os aumentos aos consumidores em até três meses. Isso, somado à alta nas expectativas de inflação de curto prazo, preocupa o banco central.
Na visão dela, fatores domésticos são mais responsáveis pela incerteza econômica norte-americana e pela pressão sobre a inflação do que “desdobramentos internacionais”, considerando o crescimento moderado e a queda na inflação em economias desenvolvidas.
Kugler também afirmou que a redução das tarifas entre Estados Unidos e China é, “obviamente, uma melhoria no que diz respeito ao comércio entre os países”. No entanto, a autoridade considera que o nível tarifário “continua bastante alto”.
“Ainda espero um aumento nos preços e uma desaceleração da economia, embora não no mesmo ritmo de antes”, acrescentou Kugler.
A diretora destacou que as políticas comerciais em desenvolvimento do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, terão um “impacto significativo” sobre as economias do país e global “no futuro próximo”.
Ela ressaltou que a incerteza em torno das tarifas do republicano já produziu efeitos na economia por meio de “antecipação de compras, do sentimento e das expectativas”. Ainda observou que um “progresso adicional na desinflação tem sido lento”.
Adriana Kugler observou que, embora os “dados mais recentes apontem para uma economia resiliente”, há sinais de desaceleração. “Espero que o crescimento seja mais lento neste ano do que no ano passado”, afirmou.
A dirigente alerta que “vários indicadores sugerem sinais de queda da atividade econômica no futuro”, incluindo deterioração na demanda por serviços e menor confiança de empresas e consumidores.
No entanto, o PIB do primeiro trimestre, que recuou 0,3%, pode ter “exagerado” a fraqueza devido a distorções como o aumento de 41,3% nas importações antes da imposição de tarifas, segundo ela.
Apesar dos riscos, Kugler destacou que as “condições do mercado de trabalho parecem estar, em grande parte, estáveis”, com criação de empregos alinhada à média recente e desemprego em 4,2%. No entanto, ela monitora indicadores como a queda na taxa de vagas e o aumento de menções a demissões no Livro Bege do Fed.
Quanto à inflação, a autoridade destacou que o “progresso na desinflação desacelerou desde o último verão”, com o núcleo do PCE em 2,6% em março, acima da meta de 2%. “A inflação de bens voltou a ser positiva neste ano, e serviços não habitacionais permanecem elevados”, disse, sinalizando desafios persistentes.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleKugler reforçou a necessidade de acompanhar as mudanças nas políticas econômicas globais, que podem moldar o cenário futuro.
Sobre a política monetária, Kugler afirmou: “Ainda vejo nossa política como um pouco restritiva” e “nossa posição atual está bem calibrada” para os desafios à frente.
A diretora reforçou sua posição em manter a taxa básica entre 4,25% e 4,50%, da última reunião, buscando equilibrar o controle inflacionário com a sustentação do emprego.
A autoridade reforçou que seguirá “monitorando os efeitos diretos das políticas do governo sobre a economia”, incluindo impactos na produtividade e nas decisões de investimentos.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Embaixada dos EUA detalha punições ao Brasil após classificação de PCC e CV como terroristas
2
EXCLUSIVO: Galapagos perde concessão bilionária por erro primário em due diligence e mercado questiona gestora
3
TIMES | CNBC Parlatório Talks: Mundo saiu da globalização para a “vingança da geopolítica”, diz Marcos Troyjo
4
Bitcoin cai abaixo de R$ 352 mil e ações da Strategy ampliam perdas
5
EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil após concluir investigação