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Tensão em Ormuz mantém petróleo volátil e amplia risco à navegação
Publicado 08/05/2026 • 18:05 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 18:05 | Atualizado há 5 dias
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A tensão no Estreito de Ormuz aumentou após novas trocas de disparos entre Irã e Estados Unidos, em meio à incerteza sobre uma possível resposta iraniana e à falta de avanço nas negociações, afirmou Renan de Souza, correspondente do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC em Abu Dhabi.
Segundo Souza, o cenário permanece volátil e o Irã pode tentar prolongar as conversas por avaliar que o tempo joga a seu favor.
“O que a gente viu nas últimas horas foi troca de disparos entre o Irã e os Estados Unidos. Há uma grande expectativa de que o Irã possa responder nesta sexta-feira, mas os iranianos têm utilizado a tática de tentar arrastar as negociações, acreditando que o tempo está a seu favor”, afirmou.
A crise também afeta a navegação comercial na região. De acordo com o correspondente, petroleiros vinham sendo alvejados ao tentar romper bloqueios, e os Estados Unidos atacaram dois navios de bandeira iraniana que tentavam atravessar a área bloqueada.
Souza afirmou ainda que houve alertas de mísseis e drones nos Emirados Árabes Unidos, com três pessoas feridas. O episódio ampliou o ceticismo do mercado em relação à reabertura do Estreito de Ormuz.
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Diante da paralisação diplomática, o mercado passou a usar uma sigla irônica para resumir a percepção sobre o bloqueio. Segundo Souza, a expressão “NATO”, de “Not A Chance of Ormuz Opens”, ou “sem chance de o Estreito de Ormuz reabrir”, passou a circular entre agentes financeiros, apesar das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a reabertura da rota.
A instabilidade provocou novas oscilações no petróleo. De acordo com o correspondente, o barril era negociado naquele momento em torno de US$ 95,92.
O risco também se estende aos sistemas de comunicação marítima. Souza afirmou que criminosos têm explorado vulnerabilidades em embarcações para aplicar golpes contra comandantes.
“Eles se passam por autoridades usando engenharia social e o rádio como fonte de verdade. Como não há verificação de duas etapas nas embarcações, os criminosos pressionam os comandantes a pagarem taxas por uma passagem segura que, na verdade, é um golpe”, afirmou.
A utilização de ativos digitais para receber esses pagamentos também foi citada como ponto de preocupação. Segundo Souza, a falta de infraestrutura tecnológica nos navios dificulta a aplicação de mecanismos modernos de controle.
“A criptomoeda continua sendo usada sem rastreio pelos cibercriminosos nesse contexto, pois as embarcações não possuem ferramentas para aplicar as novas regulamentações de 2026. Precisamos dar ao ataque digital a mesma importância que damos ao ataque físico”, afirmou.
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