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Terras raras: entenda por que o mundo quer reduzir a dependência da China
Publicado 23/04/2026 • 13:02 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/04/2026 • 13:02 | Atualizado há 1 hora
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Terras raras: entenda por que o mundo quer reduzir a dependência da China
Em meio ao avanço da disputa comercial entre grandes potências e à corrida por minerais estratégicos, governos e empresas aceleraram em 2026 os planos para reduzir a dependência da China no mercado de terras raras.
O movimento ganhou força após novas restrições chinesas às exportações e anúncios bilionários, como a compra de US$ 2,8 bilhões da brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth.
O objetivo é garantir acesso a matérias-primas essenciais para tecnologia, defesa e energia limpa.
As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos usados na fabricação de produtos de alto valor tecnológico. Eles estão presentes em celulares, turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, radares, chips e equipamentos militares.
Apesar do nome, esses minerais não são necessariamente escassos. O desafio está em encontrar reservas economicamente viáveis e, principalmente, transformar o material bruto em produtos processados prontos para uso industrial.
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A China construiu ao longo de décadas uma posição dominante na cadeia global de terras raras. O país concentra grande parte da produção mineral e quase toda a estrutura de refino e separação dos materiais.
De acordo com o artigo publicado pela Azo Mining, isso significa que mesmo minerais extraídos em outros países muitas vezes precisam passar por processamento chinês antes de chegar à indústria mundial.
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Esse domínio virou preocupação estratégica para Estados Unidos, Europa e Japão, que passaram a ver risco em depender de um único fornecedor para setores considerados sensíveis.
“O mundo ficou dependente demais de uma única fonte e está mais do que na hora de romper essa dependência”, disse a CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton, ao programa Squawk Box da CNBC nesta segunda-feira (20).
O mercado entrou em alerta após a China endurecer controles sobre exportações de alguns elementos e ímãs de terras raras.
A medida foi interpretada como um sinal de que Pequim pode usar sua força mineral como instrumento geopolítico.
Com isso, países importadores aceleraram respostas. Os Estados Unidos ampliaram incentivos, firmaram acordos internacionais e passaram a apoiar empresas locais para montar uma cadeia própria de mineração, refino e produção de ímãs.
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Na Europa, a prioridade tem sido reciclagem de materiais e busca por fornecedores alternativos, já que barreiras ambientais dificultam novos projetos minerais em larga escala.
O Brasil ganhou destaque nesse cenário com a negociação envolvendo a mineradora Serra Verde. A empresa opera no país e possui reservas consideradas estratégicas por reunir elementos usados em ímãs permanentes de alta performance.
A aquisição anunciada pela USA Rare Earth mostra que o território brasileiro pode ter papel crescente na reorganização do mercado global, especialmente por oferecer novas fontes fora do eixo chinês.
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Além das reservas, o Brasil atrai interesse por estabilidade geológica, capacidade de expansão e proximidade comercial com mercados ocidentais.
Abrir novas minas, sozinho, não resolve o problema. O principal obstáculo hoje está no processamento químico e industrial, etapa complexa e cara que ainda segue concentrada na Ásia.
Sem novas refinarias e fábricas de ímãs em outros países, a dependência pode continuar mesmo com mais produção mineral fora da China.
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Por isso, os investimentos recentes miram toda a cadeia produtiva, da extração ao produto final.
A tendência é de disputa mais intensa por reservas, tecnologia e acordos de fornecimento. Estados Unidos, Japão, Austrália, Canadá, Brasil e países europeus tentam criar alternativas para reduzir riscos de abastecimento.
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A China segue líder e continuará relevante no curto prazo. Ainda assim, o avanço de novos projetos indica que o mercado global de terras raras entrou em uma fase de diversificação.
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