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Trump diz que negociações com o Irã serão retomadas na segunda-feira após cancelar ataques planejados; Teerã nega
Publicado 03/08/2026 • 07:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/08/2026 • 07:10 | Atualizado há 2 meses
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Planet Observer | Universal Images Group | Getty Images
Satellite view of Iran (with mask). This image was compiled from data acquired by LANDSAT 5 & 7 satellites., Iran, Middle East, Asia, True Colour Satellite Image With Mask (Photo by Planet Observer/Universal Images Group via Getty Images)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã começarão na segunda-feira, após suspender novos ataques contra o país do Oriente Médio, o que renova as expectativas de uma solução diplomática para o conflito que abalou o fornecimento global de energia.
“Agora, o que estamos fazendo é conversar com eles na forma de uma negociação. Ela começa amanhã à tarde”, disse Trump a jornalistas no domingo, a bordo do Air Force One, sem revelar o local ou os participantes.
O presidente afirmou ter cancelado os ataques a pedido da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar e do Irã. Ele também descreveu como “iminente” um acordo sobre o Estreito de Ormuz e a desnuclearização iraniana.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, porém, voltou a afastar a possibilidade de negociações diretas com os Estados Unidos.
Baghaei afirmou, em entrevista coletiva nesta segunda-feira, que não há um plano imediato para conversas com Washington. Segundo ele, Teerã está atualmente envolvida apenas em negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz.
Trump afirmou no sábado que a operação planejada seria a maior desde a Segunda Guerra Mundial e acrescentou que os Estados Unidos estavam preparados para atacar o Irã.
O Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo antes da guerra, registrou uma forte queda no tráfego, com aumentos esporádicos na circulação de navios após notícias positivas.
Os preços do petróleo recuaram diante dos sinais de avanço diplomático. Os contratos futuros do West Texas Intermediate para setembro caíram quase 6%, a US$ 79,66 por barril. Já os contratos do Brent para outubro recuaram 5,16%, a US$ 83,39 por barril.
A BMI, unidade de pesquisa da Fitch Solutions, afirmou, em nota nesta segunda-feira, que um entendimento diplomático mais amplo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz ainda pode ser alcançado neste trimestre.
A instituição, porém, elevou de 25% para 35% a probabilidade de seu cenário de escalada, citando sinais militares, diplomáticos e econômicos de aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
“O avanço diplomático provavelmente será interrompido por episódios periódicos de tensão militar, enquanto um erro de cálculo de qualquer um dos lados pode desencadear uma nova escalada”, escreveram os analistas da BMI.
A empresa afirmou que o principal ponto a ser acompanhado é a futura governança do estreito. Segundo a análise, as negociações entre Irã e Omã, possivelmente apoiadas por países do Golfo, pela China e pelos Estados Unidos, indicam esforços para construir uma estrutura de navegação para o período pós-conflito.
Leia também: Irã diz que negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz entraram na reta final
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Siga o Times | CNBCOs riscos à navegação persistem, apesar do aparente avanço diplomático. A United Kingdom Maritime Trade Operations informou ter recebido o relato de um incidente a 20 milhas náuticas a nordeste de Khasab, em Omã, na entrada do Estreito de Ormuz.
O comandante de um petroleiro relatou uma explosão próxima à embarcação por volta das 20h37 de domingo no horário UTC, o equivalente a 17h37 no horário de Brasília.
A embarcação e a tripulação estavam em segurança, e as autoridades investigavam o caso, segundo a UKMTO, que recomendou cautela aos navios que transitam pela região.
A proposta mais recente anunciada por Trump no fim de semana prevê que os Estados Unidos e o Irã retomem as negociações e continuem tentando resolver os impasses que interromperam os esforços diplomáticos anteriores, segundo a Associated Press, que citou uma autoridade regional envolvida na mediação.
De acordo com a autoridade, a proposta também inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e a interrupção dos ataques em toda a região, inclusive os realizados por milícias apoiadas pelo Irã no Iraque contra países árabes do Golfo e a Jordânia.
Os Estados Unidos, por sua vez, encerrariam o bloqueio naval ao Irã e permitiriam que Teerã voltasse a exportar petróleo, segundo a mesma fonte.
A autoridade afirmou que nenhum acordo foi fechado, embora os esforços de mediação continuem.
A mudança de posição de Trump no fim de semana reduziu a tensão após dias de intensificação dos ataques no Golfo. O Kuwait informou, no sábado, que forças iranianas lançaram uma onda de drones sobre seu espaço aéreo.
Segundo o país, suas Forças Armadas destruíram várias aeronaves após o Irã ter atingido infraestruturas críticas no norte do território kuwaitiano.
Uma frente paralela de negociação com Mascate também avança. Diplomatas iranianos afirmaram que Teerã estava perto de alcançar um novo entendimento com Omã para administrar a navegação pelo Estreito de Ormuz, segundo o Financial Times.
O entendimento é considerado fundamental para evitar uma nova escalada da guerra.
Autoridades iranianas afirmaram que as negociações com Omã sobre a futura administração do Estreito estão na fase final. O país fica na margem oposta da passagem marítima.
Segundo o porta-voz iraniano Esmail Baghaei, a rota de navegação acordada seria diferente das adotadas antes do conflito. Ele acrescentou que o novo trajeto seria uma questão separada da reabertura ou da manutenção do fechamento do estreito.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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