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EUA autorizam vistos de presidente e chanceler do Irã para Assembleia Geral da ONU
Publicado 17/09/2026 • 18:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/09/2026 • 18:25 | Atualizado há 2 meses
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AFP
Os Estados Unidos autorizaram a entrada de autoridades iranianas de alto escalão para a semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Entre os representantes que receberam visto estão o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
O Departamento de Estado americano informou, na quinta-feira (17), que os vistos foram concedidos à “delegação central” iraniana e à equipe considerada essencial para os encontros nas Nações Unidas. Algumas autoridades dos EUA falaram sob condição de anonimato, citando regras de privacidade relacionadas à emissão de vistos.
A autorização ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que, segundo as informações fornecidas, já se prolonga por mais de seis meses. No momento, não há perspectiva de um acordo entre os dois países. Também não houve avanços para a reabertura do Estreito de Ormuz ou para a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O cenário inclui ainda a intensificação dos ataques de rebeldes houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã. As ações têm como alvos a infraestrutura saudita e embarcações que trafegam pelo Mar Vermelho, outro corredor marítimo estratégico. Esses acontecimentos contribuíram para a elevação dos preços globais do petróleo.
Ao mesmo tempo, Washington mantém sanções pesadas contra Teerã. O governo americano afirma que o Irã continua sendo o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo.
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Siga o Times | CNBCA presença da delegação iraniana também está relacionada às obrigações dos Estados Unidos como país-sede das Nações Unidas. Nessa condição, Washington normalmente tem margem limitada para impedir a participação de líderes estrangeiros na Assembleia Geral. Ainda assim, os EUA já negaram vistos ou desencorajaram pedidos de autoridades de outros países envolvidas em conflitos ativos com o governo americano em determinadas circunstâncias.
A concessão dos vistos não elimina as restrições impostas à delegação iraniana. Os representantes terão limitações de deslocamento em Nova York e estarão proibidos de comprar bens de luxo e outros itens. Segundo o Departamento de Estado, as condições são aplicadas em conformidade com as obrigações dos EUA como país anfitrião. A comitiva também deverá ser menor do que a enviada no ano anterior.
Na reunião anterior, Washington havia concedido vistos limitados a diplomatas iranianos. Naquele período, a guerra atual ainda não havia começado, tendo seu início situado em 28 de fevereiro. A reunião ocorreu depois de ataques a instalações nucleares iranianas em junho de 2025.
Na ocasião, os Estados Unidos já haviam estabelecido restrições rígidas para a circulação da delegação iraniana em Nova York. Entre as medidas estavam a limitação da distância que os integrantes poderiam percorrer a partir da missão iraniana na ONU, além de restrições específicas relacionadas a compras.
O anúncio da autorização dos vistos para os representantes do Irã ocorreu depois de os Estados Unidos negarem vistos ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e à delegação que o acompanharia.
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