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Varejo chinês cresce só 0,6% e indústria desacelera; economia perde força

Publicado 22/08/2026 • 07:00 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • As vendas no varejo cresceram 0,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
  • O resultado ficou abaixo dos 1% registrados em junho e também distante da previsão de alta de 1,5% feita por analistas.
  • O desempenho chama atenção porque o período inclui as férias de verão na China, quando o turismo costuma estimular o consumo.

Foto: Canva

Varejo chinês cresce só 0,6% e indústria desacelera; economia perde força

A economia da China perdeu ritmo em julho, com uma desaceleração nas vendas do varejo e na produção industrial. Os dados divulgados na última segunda-feira (17), pelo Departamento Nacional de Estatísticas, mostram que o consumo interno continua enfraquecido, enquanto a atividade industrial também avança em ritmo menor. O cenário aumenta a pressão sobre o governo de Pequim para adotar medidas capazes de sustentar o crescimento.

As vendas no varejo cresceram 0,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado ficou abaixo dos 1% registrados em junho e também distante da previsão de alta de 1,5% feita por analistas.

O desempenho chama atenção porque o período inclui as férias de verão na China, quando o turismo costuma estimular o consumo. Mesmo com esse movimento, os gastos das famílias permaneceram contidos.

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Segundo as autoridades chinesas, temperaturas elevadas e fortes chuvas afetaram tanto a oferta quanto a demanda em algumas regiões durante o mês.

Indústria também perde ritmo

A produção industrial chinesa teve crescimento anual de 4,5% em julho. Em junho, a expansão havia sido de 5,3%. O resultado também ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para uma alta de 4,8%. A desaceleração indica que a perda de força não está restrita ao consumo e também alcança a atividade das empresas.

Os números reforçam a percepção de que a economia chinesa enfrenta dificuldades para manter um ritmo mais elevado de expansão.

O enfraquecimento do consumo aparece como um dos principais desafios para o governo chinês. A menor disposição das famílias para gastar ocorre em um momento em que Pequim busca sustentar a atividade econômica.

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O primeiro-ministro Li Qiang afirmou nesta segunda-feira que a demanda interna insuficiente continua sendo um problema relevante.

Segundo ele, algumas empresas e setores enfrentam dificuldades crescentes, enquanto o ambiente externo também apresenta mais incertezas. Diante desse quadro, o governo chinês avalia formas de estimular a atividade por meio de medidas fiscais e investimentos.

Governo busca apoio nas exportações

Com o consumo doméstico enfraquecido, Pequim também sinaliza que pretende ampliar a demanda externa por produtos chineses. A estratégia pode ajudar a compensar parte da perda de força no mercado interno, especialmente diante da necessidade de manter a atividade econômica em níveis mais elevados.

Analistas ainda esperam uma recuperação do crescimento ao longo do restante do ano, impulsionada principalmente pelos investimentos promovidos pelo governo.

Os resultados de julho chegam depois de um segundo trimestre marcado por um dos ritmos de crescimento trimestral mais fracos da economia chinesa.

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A combinação de menor crescimento das vendas e desaceleração da indústria aumenta a atenção sobre os próximos passos de Pequim. O desempenho dos próximos meses será importante para indicar se a perda de força é temporária ou se representa uma desaceleração mais prolongada da segunda maior economia do mundo.

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