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EUA proíbem robôs humanoides chineses e ampliam guerra tecnológica contra a China
Publicado 29/07/2026 • 10:10 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 29/07/2026 • 10:10 | Atualizado há 2 semanas
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Foto: Magnific
EM EDIÇÃO EUA proíbem robôs humanoides chineses e ampliam guerra tecnológica contra a China
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (sigla em inglês FCC) anunciou na última terça-feira (28) uma nova restrição contra tecnologias chinesas ao proibir a importação de robôs humanoides e outros dispositivos robóticos avançados ainda não lançados no mercado americano.
A decisão, divulgada em Washington, faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de reduzir a dependência tecnológica da China e fortalecer cadeias de produção dentro dos Estados Unidos, de acordo com o The Guardian.
Segundo a FCC, os equipamentos proibidos apresentam riscos considerados inaceitáveis à segurança nacional. O órgão afirmou que robôs equipados com sensores, conexão à internet e sistemas de inteligência artificial poderiam coletar informações, auxiliar atividades de vigilância ou até permitir controle remoto por agentes estrangeiros.
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A nova regra abrange robôs humanoides e também máquinas quadrúpedes, modelos com aparência semelhante a animais que vêm sendo desenvolvidos para aplicações industriais, comerciais e domésticas.
A preocupação das autoridades americanas está relacionada ao volume de dados capturados por esses equipamentos. Robôs avançados conseguem registrar imagens, mapear ambientes, interpretar comandos e interagir com pessoas, recursos que, segundo a FCC, poderiam ser explorados para espionagem ou ataques cibernéticos.
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A comissão afirmou que a tecnologia robótica faz parte de uma nova geração de equipamentos considerados estratégicos para a economia e para a segurança nacional, aumentando a disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da inteligência artificial e da automação.
A decisão ocorre em meio ao aumento das medidas adotadas pelo governo americano para limitar a entrada de tecnologias chinesas no país.
Nos últimos anos, Washington tem imposto restrições a setores considerados essenciais, como semicondutores, inteligência artificial, telecomunicações e infraestrutura digital.
Um representante do governo afirmou à Reuters que a política americana busca garantir cadeias de fornecimento mais seguras para tecnologias consideradas críticas. Segundo ele, a estratégia faz parte de um esforço para ampliar a produção doméstica e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
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Siga o Times | CNBCAlém dos robôs, a FCC também incluiu nas restrições os inversores de energia conectados, equipamentos usados para integrar fontes renováveis, baterias e sistemas elétricos, incluindo estruturas ligadas a data centers.
A decisão provocou reação do governo chinês. A embaixada da China em Washington afirmou que os Estados Unidos deveriam considerar as preocupações das empresas dos dois países e evitar medidas que prejudiquem a cooperação econômica.
Pequim afirmou que empresas chinesas estão sendo alvo de restrições injustificadas e declarou que poderá adotar medidas de resposta caso seus interesses sejam afetados.
Representantes chineses também criticaram a política americana, afirmando que as ações refletem uma tentativa de conter o avanço tecnológico da China em áreas nas quais o país passou a disputar liderança global.
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A restrição acontece em um momento de forte crescimento do mercado de robôs humanoides. Empresas de tecnologia apostam que máquinas equipadas com inteligência artificial poderão ser utilizadas em fábricas, centros logísticos, serviços de atendimento e até em residências.
A China é uma das principais fabricantes mundiais de equipamentos robóticos e componentes tecnológicos. O país também lidera a produção de inversores de energia, setor considerado estratégico diante da expansão dos data centers necessários para o avanço da inteligência artificial.
Empresas chinesas como a Huawei e a Sungrow Power Supply já enfrentam restrições e sanções americanas em diferentes áreas tecnológicas.
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Apesar da proibição inicial atingir principalmente robôs humanoides que ainda não receberam autorização para venda nos Estados Unidos, a FCC informou que possui autoridade para revisar permissões concedidas anteriormente.
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