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Vaticano investe US$ 117 milhões para zerar emissões de carbono

Publicado 03/09/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Vaticano inicia projeto para reduzir a emissão de carbono no país.
  • Projeto inicial aconteceu ainda com o Papa Francisco e segue após a sua morte.
  • Vaticano pode se tornar o primeiro país do mundo a acabar com a emissão do gás.
Papa Leão XIV

Foto: AFP

Vaticano investe US$ 117 milhões para zerar emissões de carbono

O Vaticano prepara um dos projetos ambientais mais ambiciosos de sua história. A iniciativa prevê uma nova estrutura de geração de energia limpa e reforça uma agenda climática que ganhou força durante o período do Papa Francisco.

Com o investimento, o objetivo é tentar reduzir a dependência de fontes tradicionais e acelerar uma meta que pode colocar o menor país do mundo em posição inédita.

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Investimento milionário

O Vaticano pretende investir cerca de 100 milhões de euros (R$ 594,3 milhões) na construção de uma usina agrivoltaica. De acordo com a Fortune, a estrutura ficará em Santa Maria di Galeria, área do Vaticano nos arredores de Roma, já que o território da Cidade do Vaticano não comporta um projeto desse porte.

Segundo informações internacionais repassadas, a usina deverá alcançar uma capacidade entre 80 e 90 megawatts. O projeto busca auxiliar a região e diminuir a dependência externa.

Usina deve abastecer o país

A expectativa é que o projeto forneça energia suficiente para atender às necessidades do Vaticano. A construção deve levar entre 18 e 24 meses, enquanto o plano prevê operação completa em até dois anos.

Atualmente, o Vaticano já conta com painéis solares instalados no telhado da Sala Paulo VI, mas a nova estrutura terá capacidade muito maior, além de trazer maiores benefícios.

Meta é zerar o carbono

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O projeto do Vaticano faz parte da estratégia para reduzir as emissões do país. O compromisso climático do Vaticano com a ONU prevê corte de 20% nas emissões até 2030, em comparação com os níveis de 2011.

Além disso, o país mantém uma meta de emissões líquidas zero até 2050. A pauta sobre a emissão de carbono é constantemente levantada entre os países participantes.

Plano começou com o Papa Francisco

O Papa Francisco formalizou a iniciativa em 2024, dentro de uma agenda que tratava a mudança climática como uma questão moral. Na sequência, o Vaticano avançou com os ajustes necessários para colocar o projeto em prática.

O Papa Leão XIV deu continuidade ao plano, enquanto o país criou uma fundação, firmou um memorando com uma empresa italiana e estruturou uma comissão conjunta para conduzir a iniciativa.

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Agenda ambiental

A nova usina amplia a presença das energias renováveis na estratégia do Vaticano. Além do ganho ambiental, o projeto busca transformar o país em uma referência no debate climático internacional.

Caso a meta seja cumprida, o Vaticano pode se tornar o primeiro Estado do mundo a alcançar a neutralidade de carbono. A iniciativa pode ser um exemplo para que os demais países sigam a mesma ideia.

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