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Volatilidade deve manter investidor em busca de proteção no segundo semestre
Publicado 02/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 02/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 51 minutos
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A forte migração de investidores para empresas globais de tecnologia reduziu o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira no primeiro semestre, mas os preços descontados das ações podem favorecer uma retomada desse movimento nos próximos meses, afirmou Rodrigo Moliterno, sócio e head de Renda Variável da Veedha Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (2).
“Observamos recentemente uma saída bastante grande do investidor estrangeiro. No começo do ano, houve uma forte entrada de recursos por conta do desconto da bolsa brasileira e da expectativa de queda de juros e inflação. Mas, com os juros elevados por mais tempo e a persistência da inflação, a atenção voltou para as empresas de tecnologia e inteligência artificial. Ainda assim, acredito que estamos chegando a um limite dessas saídas e o fluxo pode voltar para o Brasil”, afirmou.
Segundo o especialista, apesar do potencial de valorização da bolsa brasileira, o segundo semestre continuará marcado por elevada volatilidade em razão do cenário econômico e político.
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Na avaliação de Rodrigo Moliterno, o mercado brasileiro continua negociando com múltiplos considerados atrativos para investidores internacionais.
“O investidor estrangeiro pode voltar a enxergar espaço na bolsa brasileira justamente porque essa queda trouxe o mercado para patamares bastante interessantes. Porém, continua sendo um mercado de maior volatilidade, principalmente por causa dos juros elevados, da inflação e do cenário eleitoral”, explicou.
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Siga o Times | CNBCPara o gestor, o ambiente exige uma postura mais cautelosa por parte dos investidores, diante da maior busca global por proteção e estabilidade.
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Além das eleições, Rodrigo Moliterno destacou que a situação fiscal brasileira continuará sendo um dos principais fatores acompanhados pelo mercado.”O grande ponto de atenção será a questão dos gastos do governo. Se eles aumentarem ainda mais, o desconto da bolsa pode deixar de ser suficiente para compensar o risco percebido pelos investidores”, afirmou.
O especialista também ressaltou os possíveis impactos climáticos sobre a economia brasileira.
“O mercado acompanha de perto os efeitos do El Niño, que pode provocar temperaturas mais altas, seca em parte do país e mais chuvas na Região Sul. Isso afeta diretamente a produção agrícola, podendo influenciar a inflação, as exportações e, consequentemente, o comportamento da bolsa brasileira”, concluiu.
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