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Petróleo

Petróleo recua mais de 2% com projeções menores para demanda global

Publicado 13/08/2026 • 16:56 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo recua com preocupações sobre a demanda global pela commodity.
  • WTI cai 2,43% e fecha a US$ 81,25, enquanto Brent recua 2,15%.
  • Tensões no Oriente Médio limitam perdas após ataques contra refinaria na Arábia Saudita.

Foto: Adobe Stock Photo

Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (13) em queda, pressionados principalmente pelas preocupações com a demanda global pela commodity. O movimento superou o impacto sobre a oferta associado à guerra no Oriente Médio, embora as tensões na região tenham limitado as perdas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro caiu 2,43%, ou US$ 2,02, e terminou o dia a US$ 81,25 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro recuou 2,15%, ou US$ 1,91, para US$ 87,07 por barril.

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As negociações entre Estados Unidos e Irã avançam lentamente, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado. Apesar do risco para a oferta provocado pelas tensões na região, os investidores continuam avaliando os relatórios divulgados na quarta-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e pela Agência Internacional de Energia (AIE). Os dois documentos reduziram as projeções para a demanda por petróleo e para o crescimento econômico global.

Segundo Phil Flynn, analista do Price Futures Group, Opep e AIE revisaram para baixo as previsões para a demanda mundial de petróleo neste ano, com a China entre os fatores considerados nas mudanças. Para 2027, a perspectiva para a commodity é mais favorável. Nos Estados Unidos, a demanda permanece robusta, sustentada por uma economia forte, enquanto a capacidade de refino continua como principal gargalo.

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As tensões no Oriente Médio, por outro lado, limitaram a queda dos preços. As cotações se afastaram das mínimas do pregão após os houthis, do Iêmen, realizarem ataques com drones contra uma refinaria da Saudi Aramco, em Jizan, na Arábia Saudita.

O cenário também envolve a movimentação militar dos Estados Unidos. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que os EUA podem manter um bloqueio nos portos iranianos pelo tempo que for necessário. Ao mesmo tempo, as forças americanas substituem o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington, em meio a relatos de desabastecimento da tripulação após meses de permanência do navio em alto-mar.

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Sobre o Estreito de Ormuz, Hossein Taeb, chefe da força paramilitar Basij, afirmou que a passagem está sob controle e administração de Teerã. A declaração contraria as afirmações de autoridades dos Estados Unidos.

Separadamente, a costa de Omã teria começado a ser atingida por um grande vazamento de petróleo. Segundo informações da Reuters, o vazamento teria sido provocado por um navio-tanque avariado que encalhou em 30 de junho. A embarcação transportava uma carga estimada em 800 mil barris de petróleo russo e estava sujeita a sanções internacionais.

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