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Como a eliminação precoce do Brasil obrigou marcas a reinventar campanhas na Copa

Publicado 14/07/2026 • 21:45 | Atualizado há 20 horas

KEY POINTS

  • Will Costa, CMO da W&CA Partners, explica como as marcas adaptaram campanhas após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo.
  • Especialista afirma que o engajamento passou a ser mais importante que o número de seguidores na escolha de influenciadores.
  • Ações de branding e conteúdo em tempo real ganharam protagonismo na reta final do Mundial.

A eliminação precoce da Seleção Brasileira alterou o planejamento de diversas campanhas publicitárias durante a Copa do Mundo de 2026, mas não reduziu o interesse das marcas pelo torneio. À medida que a competição entra na reta final, empresas passaram a direcionar suas ações para novas narrativas, influenciadores e seleções que continuam mobilizando a atenção do público.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Will Costa, CMO da W&CA Partners, agência especializada em marketing de influência e ativações de marca, afirmou que a saída do Brasil exigiu uma rápida adaptação das campanhas.

“O investimento em marketing de influência acabou diminuindo e indo para novas histórias. Quando criamos essas campanhas, pensamos nelas como uma narrativa, com começo, meio e fim“.

Will afirma que a Copa deixou de ser um evento centrado apenas na Seleção Brasileira e passou a funcionar como uma plataforma global de entretenimento, capaz de manter o interesse do público mesmo após a eliminação do país anfitrião da torcida.

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“A paixão pelo futebol acaba sendo muito maior do que por uma seleção específica”.

Atletas que ganharam protagonismo ao longo do torneio passaram a ocupar o espaço que antes seria naturalmente preenchido pela Seleção Brasileira, mantendo o interesse dos consumidores e abrindo novas oportunidades para marcas.

Além da mudança na narrativa, a definição dos objetivos da campanha continua sendo o principal fator para determinar a estratégia de marketing.

“Algumas buscam audiência, outras engajamento. A partir disso conseguimos escolher os influenciadores e mensurar os resultados”, afirmou.

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Nesse cenário, as redes sociais assumem papel cada vez mais relevante. Mais do que o tamanho da audiência, as empresas passaram a priorizar criadores de conteúdo capazes de gerar relacionamento consistente com suas comunidades.

“Hoje o principal indicador é o engajamento. Muitas vezes um influenciador com menos seguidores entrega resultados melhores do que um perfil muito grande, justamente porque possui uma comunidade mais sólida”.

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Segundo Will, métricas como comentários, curtidas, tempo de visualização e interação passaram a ter peso maior do que o número absoluto de seguidores na definição das campanhas.

Na reta final do Mundial, o foco das empresas também mudou. Em vez de priorizar conversão direta em vendas, muitas campanhas passaram a concentrar esforços no fortalecimento da marca e na construção de lembrança junto ao consumidor.

“Nem sempre o objetivo é vender imediatamente. Na Copa do Mundo, grande parte das ações é voltada para branding e posicionamento da marca”, disse.

Entre os destaques de marketing desta edição, Will citou a estratégia adotada pela CazéTV, que ampliou a audiência ao reunir influenciadores de diferentes segmentos, incluindo criadores que não atuam tradicionalmente na cobertura esportiva.

“A CazéTV cresceu muito durante a Copa porque utilizou uma estratégia baseada em influenciadores de diferentes nichos, ampliando o alcance da transmissão”, afirmou.

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