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Copa do Mundo frustra mercado de trabalho nos EUA e derruba vagas em lazer e hospitalidade
Publicado 03/07/2026 • 23:15 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 03/07/2026 • 23:15 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A Copa do Mundo de 2026 movimenta a economia dos Estados Unidos, mas os efeitos sobre o mercado de trabalho ficaram abaixo do esperado. Dados divulgados nesta semana pelo Departamento do Trabalho americano mostraram que o país criou 57 mil vagas de emprego no período, número bem inferior à projeção de 115 mil postos esperada pelo mercado.
O correspondente internacional do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Pedro Paiva, afirmou que a expectativa era de que o torneio impulsionasse contratações, especialmente em setores ligados ao turismo e à hospitalidade.
“As expectativas eram muito altas. O consenso do mercado era de que existiria uma criação de 115 mil vagas de emprego nos Estados Unidos, e o motivo seria justamente a Copa do Mundo”, afirmou.
Segundo o repórter, instituições financeiras também projetavam impacto positivo do torneio sobre o mercado de trabalho. “O Goldman Sachs chegou a dizer que esse número poderia ser ainda maior, com uma alta de quase 10% nas contratações do setor de hotelaria por causa da Copa”, disse.
Os dados, no entanto, frustraram essas previsões. Além da criação de vagas abaixo do esperado, o setor de lazer e hospitalidade, diretamente ligado ao fluxo de turistas, registrou perda de 61 mil postos de trabalho no período.
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Siga o Times | CNBC“Foram apenas 57 mil vagas criadas, sendo que o setor de lazer e hospitalidade perdeu 61 mil vagas. É um dado que aponta para aquela perspectiva de uma Copa do Mundo que não atraiu tanta gente assim quanto se previa”, afirmou Paiva.
O relatório também revisou para baixo os números de maio. A estimativa inicial apontava a criação de 172 mil vagas, mas o dado foi corrigido para 129 mil. Ainda assim, a taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%.
Além do mercado de trabalho, o correspondente destacou outro dado financeiro divulgado nesta semana nos Estados Unidos: a declaração patrimonial anual do presidente Donald Trump, referente a 2025.
O relatório mostra que Trump ficou US$ 2,2 bilhões mais rico no ano passado. O documento também detalha uma série de presentes recebidos pelo presidente, incluindo ingressos para grandes eventos esportivos.
“Donald Trump ganhou 10 ingressos de Gianni Infantino para a final da Copa do Mundo de Clubes, além de entradas para o Super Bowl, o US Open e a Ryder Cup”.
De acordo com o repórter, os ingressos recebidos por Trump somam dezenas de milhares de dólares em valor estimado e reforçam a proximidade entre o presidente americano e grandes eventos esportivos realizados no país.
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