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Eleições nos EUA: democratas vencem, conquistam Congresso e impõem derrota a Trump
Publicado 04/11/2026 • 06:49 | Atualizado há 19 minutos
ALERTA DE MERCADO:
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Publicado 04/11/2026 • 06:49 | Atualizado há 19 minutos
KEY POINTS
Os democratas conquistaram o controle do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), impondo uma derrota política ao presidente Donald Trump. O partido garantiu a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, segundo projeções da imprensa americana, após vencer disputas importantes em estados historicamente republicanos.
A apuração continua nesta quarta-feira (4), com disputas ainda indefinidas. Embora a vitória democrata nas duas Casas esteja projetada, a composição final do Congresso poderá sofrer alterações conforme a contagem avançar.
O resultado encerra dois anos de domínio republicano no Legislativo e representa uma mudança no cenário político americano. A partir de janeiro de 2027, os democratas terão condições de bloquear propostas de Trump, ampliar investigações sobre seu governo e exercer maior influência sobre decisões econômicas.
A dimensão da derrota republicana ficou evidente no Texas. James Talarico venceu Ken Paxton, candidato apoiado por Trump, e se tornou o primeiro democrata eleito para o Senado pelo estado em 38 anos. Na disputa pelo governo estadual, Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott, encerrando mais de três décadas de domínio republicano no cargo.
Os democratas também conquistaram cadeiras no Senado em Kansas, Carolina do Sul, Ohio, Iowa, Carolina do Norte e Maine, ampliando sua presença em regiões onde Trump havia demonstrado força eleitoral.
A insatisfação com a economia foi decisiva para o resultado. O aumento do custo de vida, as tarifas comerciais e a guerra com o Irã estiveram entre as principais preocupações dos eleitores. Segundo pesquisas de boca de urna citadas pela Reuters, 70% dos entrevistados defenderam maior fiscalização do Congresso sobre o presidente.
A derrota também atingiu candidatos escolhidos diretamente por Trump. Além de Paxton, Darline Graham perdeu a disputa pelo Senado na Carolina do Sul para a democrata Annie Andrews, apesar do apoio do presidente.
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Siga o Times | CNBCTrump, que durante a campanha pediu aos eleitores que votassem como se ele próprio estivesse na disputa, afirmou que sua ausência nas urnas contribuiu para o desempenho republicano.
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O que muda para Trump e a economia americana
A vitória democrata reduz a margem de manobra do governo em temas como impostos, gastos públicos e legislação econômica. O novo Congresso também poderá intensificar a fiscalização sobre grandes empresas, especialmente dos setores de tecnologia, inteligência artificial e criptomoedas.
Para os investidores, a mudança traz incertezas sobre o futuro da política fiscal e comercial americana. A possibilidade de maior resistência às medidas de Trump também coloca as relações econômicas internacionais no centro das negociações políticas.
Apesar da perda de apoio no Congresso, o presidente mantém poder de veto e instrumentos para conduzir parte de sua agenda comercial e externa.
O resultado transforma o cenário dos dois últimos anos de Trump na Casa Branca. Depois de governar com maioria republicana nas duas Casas, o presidente terá de negociar com um Congresso controlado pela oposição, enquanto os democratas ampliam sua influência sobre os rumos políticos e econômicos dos Estados Unidos.
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