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Divergências entre fundadores da Azzas 2154 geram incerteza sobre a companhia

Publicado 13/05/2026 • 19:54 | Atualizado há 1 mês

KEY POINTS

  • A Azzas 2154 enfrenta tensões internas entre fundadores após a fusão entre Arezzo e Grupo Soma, com divergências sobre governança e gestão de marcas.
  • Conflitos societários incluem disputas sobre controle de ativos (como a marca Reserva) e já resultaram em ações judiciais e liminares.
  • Incertezas podem afetar o valor de mercado da empresa, com risco de queda adicional das ações caso não haja acordo ou mediação entre os acionistas.

A falta de consenso cultural e estratégico entre os fundadores da Azzas 2154 tem gerado incertezas severas sobre o futuro da companhia formada pela fusão entre Arezzo e Grupo Soma.

Gabriel Zugman, advogado especialista em direito societário, destacou que o embate reflete a dificuldade de integrar operações distintas sob uma mesma governança: “Em qualquer fusão de empresas, a gente tem uma questão de culturas. No caso concreto, um dos acionistas controladores queria retirar a marca Reserva da unidade de negócio do outro, enquanto este sustenta que o acordo de acionistas vedaria esse movimento, obtendo uma liminar judicial para impedi-lo”.

Sobre a possibilidade de desfazer a união, o especialista explicou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, que o processo técnico é complexo devido ao modelo de negócio adotado pela Azzas 2154. Segundo ele, a Arezzo absorveu o CNPJ da Soma, que deixou de existir. “A cisão seria desfazer tudo isso, o que é um transtorno operacional. Para isso acontecer, o acordo de acionistas prevê que depende de uma decisão comum dos dois grupos que fazem parte do bloco de controle.”

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Zugman alertou ainda para o impacto financeiro direto que a briga jurídica causa ao valor de mercado da Empresa, que pode envolver cifras de centenas de milhões de dólares. Ele afirmou que o mercado não tem visto bem esse relacionamento, o que já se reflete na forte queda das ações. Segundo ele, disputas societárias geram alta incerteza, levando o mercado a precificar esse risco por meio da desvalorização dos papéis, o que acaba prejudicando os acionistas.

“Se não chegarem num consenso, a discussão vai para a arbitragem na B3, que tende a ser um processo longo, moroso e que corrói o valor da companhia. O ideal seria um processo de mediação para rediscutir o relacionamento e tentar manter a estrutura atual”, concluiu.

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