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Do mangá ao Prime Video: a estratégia da Amazon MGM para conquistar o mundo
Publicado 01/11/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/11/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Pexels
Do mangá para o streaming: como a Amazon MGM quer rivalizar com produções de Hollywood
A Amazon MGM Studios dobrou o investimento em produções originais japonesas e quer transformar franquias do país em atrações para o público internacional. A estratégia inclui filmes, séries com atores reais e animações, além de parcerias com produtoras locais e estrangeiras.
Segundo o Deadline, a iniciativa foi apresentada durante a TIFFCOM, feira da indústria audiovisual realizada em Tóquio. A empresa pretende ampliar sua presença no mercado japonês e conquistar espectadores de outros países, com produções de padrão internacional e histórias capazes de competir com grandes títulos de Hollywood.
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Buddy Marini, que assumiu o comando da operação japonesa em março, afirmou que o estúdio pretende priorizar produções originais. O executivo, ex-chefe da Warner Bros. Japan, não revelou o valor do investimento.
Além disso, a estratégia abrange diferentes gêneros e formatos, de dramas a animes e filmes para o cinema. Para viabilizar os projetos, a Amazon MGM trabalha com parceiros como a sul-coreana Studio Dragon e as japonesas Credeus, Toho, TV Tokyo e Wowow.
Segundo Marini, a empresa busca desenvolver histórias com potencial de distribuição mundial. Nesse processo, os roteiros ocupam posição central, com equipes criativas dedicadas a criar narrativas capazes de atrair diferentes públicos. O estúdio também avalia lançamentos nos cinemas ou em plataformas de streaming, conforme cada projeto.
Entre os projetos está “The Apothecary Diaries“, adaptação de uma série de light novels japonesas. A produção terá Mana Ashida no papel de Maomao e será realizada pela Amazon MGM Studios em parceria com a Toho. O lançamento mundial exclusivo no Prime Video está previsto para 2028.
O catálogo também inclui “Chloe and Emma“, adaptação live-action de um mangá feita com a Wowow e disponível na plataforma desde junho de 2026, e “Criminal (Hanzaisha)”, dirigida por Daishi Matsunaga e lançada em julho.
Outros títulos mostram a aposta em propriedades intelectuais conhecidas. Entre eles estão a versão japonesa de “Marry My Husband‘, desenvolvida com a Studio Dragon, e “The Silent Service“, adaptação de mangá produzida com a Credeus que já gerou uma série e um longa-metragem. Uma terceira temporada também foi confirmada.
A lista inclui ainda “Like a Dragon: Yakuza“, drama policial nipo-americano baseado na franquia de videogames da Sega e desenvolvido com empresas parceiras.
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Siga o Times | CNBCDurante o mesmo painel da TIFFCOM, Shinzo Matsuhashi, presidente-executivo da Credeus, explicou como a empresa busca manter participação nos direitos de propriedade intelectual de seus projetos.
No caso do filme “Blue Lock“, baseado em um mangá popular, a produtora criou a CK Works em parceria com a editora Kodansha. A iniciativa permite estruturar a participação nos direitos da franquia e no valor que ela pode gerar ao longo do tempo.
Matsuhashi destacou que os custos elevados dificultam o financiamento de grandes adaptações. Por isso, manter direitos e ampliar a participação nos investimentos pode ajudar produtoras japonesas a construir modelos de negócio semelhantes aos de Hollywood, em vez de apenas receber pela execução dos projetos.
O painel também contou com Steven Maeda, showrunner da adaptação live-action de “One Piece” pela Netflix. Embora a série não seja uma produção da Amazon MGM, o caso ilustra um desafio comum à indústria: adaptar obras extensas sem perder os elementos que conquistaram os fãs.
Maeda contou que a equipe desenvolveu três versões da série durante as negociações de orçamento. Uma delas teria custos muito elevados, enquanto outra exigiria cortes significativos.
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O desafio era preservar a essência da obra e, ao mesmo tempo, atrair quem nunca havia acompanhado a história original. Para o produtor, conquistar os fãs é fundamental, mas o sucesso internacional também depende da capacidade de envolver novos espectadores.
Essa combinação ajuda a explicar a aposta da Amazon MGM. Ao ampliar o investimento e trabalhar com criadores japoneses, o estúdio busca transformar propriedades intelectuais do país em produções competitivas no mercado mundial, fortalecer o catálogo do Prime Video e disputar audiência com grandes produções internacionais.
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