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Ouro ganha força como proteção diante de conflito no Oriente Médio, mas deve seguir volátil, avalia especialista
Publicado 06/08/2026 • 12:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/08/2026 • 12:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O enfraquecimento do dólar e o conflito no Oriente Médio reforçam a procura pelo ouro como reserva de valor, enquanto a incerteza sobre os juros nos Estados Unidos mantém a volatilidade elevada. A avaliação é de Wagner de Moraes, economista e especialista em macroeconomia, em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o economista, o metal deixou de ser visto apenas como um ativo financeiro e passou a ocupar espaço maior nas estratégias de proteção de grandes instituições.
“O ouro deixou de ser visto apenas como um ativo financeiro e passou a ser visto com uma fundamentação muito forte de proteção”, afirmou Moraes.
Ele também explica que o enfraquecimento do dólar costuma estimular a diversificação das reservas. Além da moeda americana, investidores e instituições recorrem ao ouro e aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos para reduzir a exposição aos riscos do mercado.
Apesar da valorização recente, Moraes observa que o ouro permanece abaixo dos níveis alcançados no início de março, durante o agravamento do conflito no Oriente Médio.
Segundo ele, a cotação chegou a cerca de US$ 5.290 por onça naquele período, aproximadamente US$ 1 mil acima do nível de US$ 4.270 observado durante a entrevista.
Para o economista, a diferença indica espaço para nova valorização, mas não elimina o risco de correções diante da elevada volatilidade.
“O ouro teve essa alta nos últimos dias, mas ainda está muito abaixo do que estava no começo de março, no início da guerra”, disse.
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Siga o Times | CNBCA trajetória dos juros americanos também deve influenciar o comportamento do ouro. Moraes explica que dados do mercado de trabalho, como o relatório de empregos dos Estados Unidos, ajudam a orientar as expectativas para as próximas decisões do Federal Reserve.
Na avaliação dele, o banco central americano não deve elevar os juros. Sem uma nova alta, a atratividade relativa dos ativos que pagam juros diminui, o que tende a sustentar a cotação do ouro.
O economista também associa a valorização do metal ao enfraquecimento do dólar durante o governo de Donald Trump. Segundo ele, a perda de força da moeda americana diante de outras divisas aumenta o interesse por alternativas de proteção.
Leia também: Dólar encerra a semana a R$ 5,11 com temor de escalada no Oriente Médio
Moraes avalia que há pouco espaço para mudanças relevantes na condução econômica dos Estados Unidos no curto prazo.
Ao mesmo tempo, a instabilidade nas grandes economias e o conflito no Oriente Médio mantêm a procura por ativos considerados mais seguros.
O economista pondera, porém, que o preço do ouro pode passar por correções caso não haja um novo agravamento do conflito.
“A única certeza que nós temos é que estamos em um instante de volatilidade muito forte”, afirmou.
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