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Após COP30 e G20, Lula afirma que Brasil vive “retomada do protagonismo global”
Publicado 23/11/2025 • 15:38 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/11/2025 • 15:38 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula durante coletiva de imprensa em Joanesburgo, na África do Sul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, neste domingo (23), um balanço de sua participação na Cúpula do G20, em Joanesburgo, e comentou temas que marcaram os dois dias de reuniões. Ele também avaliou o desfecho da COP30 e afirmou que os acordos fechados reforçam a sobrevivência do multilateralismo.
Em conversa com jornalistas, o presidente disse que os combustíveis fósseis continuam no centro do debate climático e citou ações do governo brasileiro. “Se é verdade que os combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 80% da emissão de gás de efeito estufa, é verdade que precisamos dar solução nisso. No caso do Brasil, estamos dando melhor que qualquer outro país, com a introdução de 15% de biodiesel no óleo diesel e 30% de etanol na gasolina”, afirmou.
Lula também celebrou o consenso final da COP30 e a entrega de novas NDCs por 122 países. Segundo ele, os eventos recentes, G20, BRICS e COP, demonstram que o multilateralismo “está mais do que vivo”. Ele disse ainda que Belém “surpreendeu quem duvidava” da capacidade da cidade de sediar a conferência climática.
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O presidente reiterou que a discussão sobre o chamado Mapa do Caminho enfrentou resistência, mas abriu espaço para um debate inevitável. Lula defendeu que outros países adotem modelos semelhantes ao brasileiro e citou o continente africano como potencial produtor de matéria-prima para biocombustíveis.
Questionado sobre a ausência do presidente Donald Trump no G20, Lula relativizou. Disse que não é a primeira vez que um chefe de Estado importante não comparece e que “os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do mundo”, mas que o G20 tem força própria.
Ele também expressou preocupação com o reforço militar americano no Caribe. Segundo ele, a América do Sul é uma “zona de paz” e uma escalada militar na região seria arriscada. O presidente afirmou que pretende conversar com Trump sobre o tema. “Acho que não tem sentido você ter uma guerra agora. Para começar, basta dar um tiro. Para terminar, não se sabe como termina.”
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Lula reafirmou que o acordo entre União Europeia e Mercosul será assinado em 20 de dezembro. Para ele, o pacto, que envolve mais de 700 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões de PIB, é um dos maiores acordos comerciais do mundo. O presidente reconheceu, porém, que a implementação vai exigir “muita tarefa” após a assinatura.
Ao longo da agenda, Lula também realizou encontros bilaterais com líderes de Alemanha, África do Sul, Turquia, Coreia do Sul, Canadá e Etiópia, além do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Agora, o presidente segue para visita a Moçambique.
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