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Após queda de Maduro, mercado vê favorito na corrida por petróleo da Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 19:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/01/2026 • 19:21 | Atualizado há 2 meses
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REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos EUA, Donald Trump
O apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que empresas americanas de petróleo ajudem a reconstruir o setor energético da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro esbarra em desafios significativos. Analistas avaliam que, apesar do otimismo inicial do mercado, o retorno financeiro para as grandes petroleiras pode levar anos.
Entre as companhias americanas, a Chevron aparece como a mais bem posicionada. A empresa é atualmente a única grande petroleira dos EUA ainda operando na Venezuela. ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram o país após a nacionalização do setor promovida pelo então presidente Hugo Chávez, em 2007, quando seus ativos foram expropriados.
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A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos. Ainda assim, especialistas apontam que restaurar a produção ao pico de 3,5 milhões de barris por dia, registrado nos anos 1990, exigiria investimentos elevados e um horizonte de longo prazo.
Segundo estimativas da consultoria Rystad Energy, seriam necessários cerca de US$ 53 bilhões ao longo dos próximos 15 anos apenas para manter a produção atual, em torno de 1,1 milhão de barris por dia. Para elevar a produção a 3 milhões de barris diários até 2040, os investimentos poderiam ultrapassar US$ 180 bilhões.
Analistas também destacam a falta de previsibilidade política como um dos principais entraves. Empresas do setor querem clareza sobre quem comandará o país e qual será a estabilidade do governo em Caracas, já que projetos de energia costumam ter horizonte de 30 anos.
O cenário permanece incerto. Trump declarou no fim de semana que os Estados Unidos assumiriam a condução da Venezuela após a queda de Maduro. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que Washington pretende usar sua influência para pressionar o novo governo a atender exigências americanas.
A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente, afirmando inicialmente que defenderia os recursos do país, mas sinalizando depois disposição para cooperar com os Estados Unidos.
Outro ponto de preocupação para investidores é o risco de uma eventual reversão política no futuro, com a retomada de políticas de nacionalização de ativos do setor de petróleo.
Além da instabilidade política, executivos avaliam se faz sentido investir dezenas de bilhões de dólares em um país com grandes reservas, em um momento em que o mercado global já enfrenta excesso de oferta de petróleo.
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Atualmente, a Chevron mantém joint ventures com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) por meio de uma licença especial concedida pelo governo americano. Essas parcerias respondem por cerca de 23% da produção venezuelana, segundo o banco JPMorgan.
Analistas do JPMorgan afirmam que a Chevron está em posição privilegiada para ampliar a produção no futuro, devido à sua presença contínua no país e ao acesso a recursos já desenvolvidos e à infraestrutura energética local.
Com a expectativa de ganhos futuros, as ações da Chevron subiram mais de 5% nesta segunda-feira, refletindo a aposta dos investidores de que a empresa pode se beneficiar da nova conjuntura política na Venezuela.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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