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O petróleo é a “raiz do conflito” de Trump com Maduro, diz a chanceler colombiana
Publicado 06/01/2026 • 13:57 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 06/01/2026 • 13:57 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Luis Acosta / AFP
A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio, discursa durante uma coletiva de imprensa em meio à crise entre Venezuela e Estados Unidos no Palácio de San Carlos, em Bogotá, em 6 de janeiro de 2026
A chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, disse nesta terça-feira (6) que a “raiz do conflito” entre os Estados Unidos e a Venezuela é o petróleo e os “interesses econômicos”, em meio a crescentes tensões pelas ameaças de Washington contra a Colômbia.
O governo esquerdista rejeitou a incursão militar americana em Caracas que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, bem como as ameaças que se seguiram sobre a possibilidade de um ataque semelhante na Colômbia.
Villavicencio disse em entrevista coletiva que enviou na segunda-feira uma nota “verbal” de protesto aos Estados Unidos e que nesta terça-feira se reunirá com o encarregado de negócios no país, John McNamara, para expressar sua rejeição diante do que considera “injúrias” e “ameaças” do presidente Donald Trump.
“Todo este conflito tem a ver com interesses econômicos, a necessidade de petróleo para uma economia fóssil como a dos Estados Unidos”, disse Villavicencio.
A ação americana marca uma “linha vermelha” nas relações internacionais, afirmou. “Os Estados Unidos têm sido um país que, ao longo de sua história, realizou intervenções em diferentes países em busca dos recursos necessários para sua economia”, acrescentou.
Leia também: Venezuela responde por menos de 1% do mercado mundial de petróleo
Trump disse que, por trás da derrubada de Maduro, está o objetivo essencial de manter o controle sobre o petróleo da Venezuela, que conta com as maiores reservas do mundo. Após os ataques em Caracas e a captura de Maduro, Trump afirmou que uma ação semelhante na Colômbia lhe soava “bem”. Ele afirmou que seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, é “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”.
Por sua vez, Petro, um ex-guerrilheiro que assinou a paz nos anos 1990, assegurou que está disposto a retomar as armas para se defender de Washington.
Desde que Trump assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2025, as relações entre os Estados Unidos e a Colômbia se deterioraram. Petro e Trump chocam-se constantemente em temas como a operação militar americana no Caribe e no Pacífico, as tarifas e a política migratória.
Diante de suas últimas ameaças contra Petro, a chefe da diplomacia colombiana disse que, perante um eventual ataque contra a Colômbia, o exército “defenderá a soberania da nação”.
A inédita escalada diplomática entre Washington e Bogotá rompe décadas de uma aliança econômica e militar fundamental na região.
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