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Seis promotores federais dos EUA pedem demissão após morte em operação do ICE

Publicado 13/01/2026 • 22:19 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Seis promotores federais de Minnesota renunciaram após pressão do Departamento de Justiça para abrir investigação contra a viúva de uma mulher morta por um agente do ICE, enquanto o próprio agente não era alvo de apuração.
  • O então número dois do Ministério Público Federal no Estado, Joseph H. Thompson, liderou o movimento, ao se opor à exigência de investigar Becca Good e à decisão do governo de não avaliar a legalidade do uso da força na operação.
  • O caso gerou protestos e reação de autoridades locais, que acionaram a Justiça Federal alegando abusos e violações de direitos civis.

Christian Zander/NurPhoto

Agentes da lei isolam a área no sul de Minneapolis, Estados Unidos, em 7 de janeiro de 2026, após um tiroteio ocorrido durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Uma mulher foi baleada anteriormente no incidente e morreu, segundo autoridades. As autoridades continuam investigando as circunstâncias que cercam o tiroteio.

Seis procuradores federais de carreira em Minnesota renunciaram nesta terça-feira (13) após pressões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para abrir uma investigação criminal contra a viúva da mulher morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), enquanto o próprio atirador não era investigado. As informações são do The New York Times, que ouviu pessoas com conhecimento direto da decisão.

Entre os promotores que deixaram os cargos está Joseph H. Thompson, então número dois do Ministério Público Federal em Minnesota e responsável por uma ampla investigação de fraudes envolvendo programas sociais no Estado.

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Segundo o jornal, Thompson se opôs à exigência de investigar Becca Good, viúva de Renee Nicole Good, morta na semana passada em Minneapolis durante ação de agentes do ICE, e também criticou a recusa do Departamento de Justiça em apurar se o uso da força foi legal.

Após o tiroteio, a chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, Harmeet Dhillon, informou internamente que não abriria investigação federal para avaliar se o agente havia violado a lei. Em vez disso, o departamento passou a examinar vínculos da viúva da vítima com grupos que monitoram e protestam contra ações de agentes de imigração. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, chegou a se referir publicamente à vítima como “terrorista doméstica”.

Além de Thompson, também renunciaram outros promotores seniores, incluindo Harry Jacobs, Melinda Williams e Thomas Calhoun-Lopez. Nenhum deles comentou publicamente os motivos das saídas, e o Departamento de Justiça não respondeu a pedidos de esclarecimento do jornal.

Reneé foi morta a tiros por um agente de imigração dos Estados Unidos durante uma operação realizada na última quarta-feira (7) em Minneapolis, cidade onde George Floyd foi assassinado pela polícia local em 2020. Centenas de pessoas protestaram contra a morte da mulher, mãe de três filhos. Good, seu filho de 6 anos e sua esposa haviam se mudado recentemente de Kansas City, Missouri, para Minneapolis.

Um vídeo gravado por transeuntes e publicado nas redes sociais mostra um agente a aproximar-se do carro dela, exigindo que ela abrisse a porta e agarrando a maçaneta. Quando ela começa a avançar, outro agente do ICE que se encontrava à frente do veículo saca da arma e dispara imediatamente pelo menos dois tiros contra o veículo à queima-roupa.

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Na segunda-feira, o procurador-geral de Minnesota e os prefeitos de Minneapolis e St. Paul ingressaram com uma ação na Justiça Federal pedindo o fim da operação, alegando abusos e violações de direitos civis. Na última quinta-feira (9), um novo tiroteio envolvendo agentes federais foi registrado em Portland, no Oregon, deixando duas pessoas feridas.

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