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Irã cobra EUA por acordo nuclear e alerta contra “exigências excessivas”
Publicado 27/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/02/2026 • 08:40 | Atualizado há 2 horas
Imagem criada por AI generativo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu nesta sexta-feira (27) que os Estados Unidos abandonem o que classificou como “exigências excessivas” nas negociações em curso sobre o programa nuclear iraniano.
A declaração ocorre após uma nova rodada de conversas entre representantes dos dois países em Genebra, que, apesar de avanços, ainda enfrentam obstáculos relevantes.
Na véspera, o chanceler iraniano chegou a reconhecer “progressos” nas negociações, sinalizando que o diálogo segue ativo. Ainda assim, deixou claro que um acordo depende de mudanças na postura americana.
Leia também: EUA impõem mais sanções ao Irã em meio a nova onda de protestos
Em conversa com o chanceler egípcio, Badr Abdelatty, Araghchi afirmou que o sucesso das negociações exige “seriedade e realismo” por parte de Washington, além de evitar erros de cálculo.
Embora não tenha detalhado quais seriam as exigências consideradas excessivas, os principais pontos de tensão são conhecidos.
Os Estados Unidos pressionam o Irã a limitar seu programa de mísseis balísticos e reduzir o enriquecimento de urânio, dois temas considerados estratégicos por Teerã.
O governo iraniano, por sua vez, mantém uma posição firme. Afirma que o programa de mísseis faz parte de sua defesa nacional e insiste que o desenvolvimento nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.
Leia também: Trump eleva tom contra Irã e reacende risco de guerra que pode abalar economia global
O cenário se tornou mais sensível após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom no discurso sobre o Estado da União.
Segundo ele, o Irã já desenvolveu mísseis capazes de ameaçar a Europa e estaria próximo de alcançar os Estados Unidos. O republicano também voltou a afirmar que não permitirá que o país obtenha uma arma nuclear.
A fala reforça o ambiente de tensão e mantém no radar a possibilidade de ação militar, caso não haja avanço nas negociações.
Apesar das divergências, o diálogo continua. Omã, que atua como mediador entre os dois países, informou que haverá uma reunião técnica na próxima segunda-feira, em Viena.
A expectativa é que esse encontro prepare o terreno para uma nova rodada de negociações ainda na mesma semana.
O desafio agora é equilibrar interesses estratégicos e evitar uma escalada em um momento em que o Oriente Médio já enfrenta instabilidade crescente.
No mercado global, o impasse também é acompanhado de perto. Qualquer avanço ou ruptura pode impactar diretamente o preço do petróleo, a percepção de risco e o ambiente geopolítico internacional.
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