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Bolsas europeias oscilam com inflação, balanços e tensão geopolítica; maioria fecha no vermelho

Publicado 27/02/2026 • 15:34 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mercados reagem a dados de inflação na Alemanha e nos EUA, além de balanços corporativos.
  • Londres, Frankfurt e Lisboa escapam das perdas; Stoxx 600 mantém oitavo mês seguido de ganhos.
  • Ações da Swiss Re sobem com lucro recorde; IAG e bancos recuam após notícias corporativas.

As bolsas da Europa encerraram majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 27, em sessão marcada por volatilidade e realização de lucros. Investidores monitoraram dados de inflação na Alemanha e nos Estados Unidos, além de balanços corporativos. O viés negativo prevaleceu, com exceção de Londres, Frankfurt e Lisboa, que conseguiram fechar no azul, esta última após virar para alta no fim do pregão.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,59%, aos 10.910,55 pontos, impulsionado por ações de mineradoras. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,09%, aos 25.312,11 pontos. Já o CAC 40, de Paris, caiu 0,47%, aos 8.580,75 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,46%, aos 47.209,89 pontos, enquanto o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,63%, aos 18.379,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,09%, aos 9.276,09 pontos. O Stoxx 600 registrou leve alta de 0,17%, acumulando ganho de pouco mais de 3% no mês, o oitavo consecutivo de valorização. As cotações são preliminares.

No campo macroeconômico, o PIB da França cresceu 0,2% no quarto trimestre, confirmando a leitura inicial. Na Alemanha, o CPI desacelerou para 1,9% em fevereiro na comparação anual, abaixo das expectativas, mas o dado não foi suficiente para sustentar o DAX. Nos Estados Unidos, o PPI acima do esperado reforçou preocupações inflacionárias e pressionou os índices europeus. No Reino Unido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que a desinflação está em curso, mas alertou contra qualquer complacência do Comitê de Política Monetária.

Em paralelo, os mercados acompanharam a elevação das tensões entre Estados Unidos e Irã, fator adicional de cautela no cenário internacional.

Entre os destaques corporativos, a Swiss Re avançou cerca de 3,7% após reportar lucro recorde de US$ 4,8 bilhões (R$ 24,67 bilhões) em 2025 e anunciar recompra de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,71 bilhões) em ações. Já a Basf caiu perto de 1%, apesar de ter revertido prejuízo e superado estimativas no quarto trimestre. O Barclays recuou aproximadamente 4,5%, após relatos de exposição relevante à gestora imobiliária Market Financial Solutions, movimento que também pressionou o Santander, com queda ao redor de 3%.

A International Airlines Group (IAG), controladora da British Airways, registrou queda firme de quase 7%, mesmo após divulgar resultados sólidos e anunciar recompra de 1,5 bilhão de euros (R$ 9,1 bilhões). Entre as mineradoras, Antofagasta e Anglo American subiram cerca de 1,5% e 0,5%, respectivamente, acompanhando a alta dos metais no mercado internacional.

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