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Petróleo sobe 8% nesta manhã (2) com risco de fechamento do Estreito de Ormuz
Publicado 02/03/2026 • 07:36 | Atualizado há 2 meses
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KEY POINTS
Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA/GSFC via Wikimedia
O estreito de Ormuz visto do espaço
O preço do barril do petróleo avança com força desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. Na manhã desta segunda-feira (2), às 7h10 (Brasília), o contrato do Brent para maio de 2026 era negociado na ICE (Londres) em alta de 8,5%, a US$ 79,30 o barril, o maior nível em 52 semanas, enquanto o WTI (NY) avançou mais de 9%, a US$ 73,10.
O Brent é a referência internacional nos utilizados pela Petrobras para negociação de sua produção, e a oscilação da commodity deve afetar os papéis da companhia na B3.
O presidente Donald Trump afirmou que a ofensiva militar continuará até que os objetivos americanos sejam alcançados.

O avanço do conflito levou o petróleo a encostar novamente no patamar de US$ 80 por barril, nível visto pelo mercado como referência técnica e psicológica.
A principal preocupação dos investidores é o impacto do conflito sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam entre 13 milhões e 15 milhões de barris por dia. O volume representa cerca de 20% da oferta global.
A região é vital para exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Irã e Kuwait.
Para Amrita Sen, diretora da consultoria Energy Aspects, o fechamento total do Estreito de Ormuz é improvável. Segundo ela, a superioridade militar dos EUA e de Israel reduziria a capacidade do Irã de bloquear completamente a rota.
O risco mais imediato, no entanto, está em ataques pontuais a embarcações. Três navios-tanque foram atingidos no fim de semana, o que elevou a cautela das companhias de navegação.
A dúvida agora é como refinarias asiáticas manterão o fluxo de compras do Oriente Médio caso os riscos aumentem.

Parte da produção pode contornar o Estreito de Ormuz. Omã e algumas estruturas dos Emirados Árabes conseguem escoar volumes por outras rotas. A Arábia Saudita tem planos de contingência para utilizar o oleoduto East-West, que liga seus campos ao Mar Vermelho.
Mesmo assim, a capacidade alternativa não cobre todo o fluxo. Segundo Sen, ainda que cerca de 5 milhões de barris possam ser redirecionados, aproximadamente 10 milhões ficariam vulneráveis.
Leia também: Gigante petrolífera Saudi Aramco é atingida por drone e fecha refinaria de Ras Tanura
O cenário mais sensível envolve ataques diretos a infraestrutura energética. Caso instalações de produção ou transporte sejam atingidas, o petróleo pode alcançar US$ 100 por barril.
O mercado acompanha os desdobramentos militares e mede o equilíbrio entre risco geopolítico e capacidade de resposta dos grandes produtores. Enquanto o conflito persistir, a volatilidade tende a permanecer elevada.
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