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Chevron paralisa o campo de gás Leviatã após ordem do governo de Israel

Publicado 02/03/2026 • 08:44 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Chevron paralisa produção no campo de gás Leviatã a pedido de Israel
  • Campo Leviatã fechado após ataques de Israel e EUA ao Irã
  • Chevron suspende exportações de gás natural para Egito e Jordânia
plataforma marítima no campo de Leviatã, da Chevron e New Med Energy

Foto: Divulgação New Med Energy

plataforma marítima no campo de Leviatã, da Chevron e New Med Energy

A Chevron confirmou ter recebido instruções do Ministério da Energia de Israel para interromper temporariamente a produção no campo de gás Leviatã – o maior do país e peça central de um contrato de exportação de US$ 35 bilhões firmado com o Egito. A paralisação ocorre em meio à escalada do conflito com o Irã, após ataques conjuntos conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos.

Chevron recebe ordem e suspende operações

Um porta-voz da Chevron confirmou que as instalações da empresa estão em segurança e redirecionou perguntas sobre a decisão ao governo israelense. A petroleira texana opera o Leviatã com participação de 39,66% e também controla o campo de Tamar, na costa israelense, que por enquanto segue em funcionamento.

A NewMed Energy, maior acionista do Leviatã com 45,34%, confirmou a pausa nas operações e informou que a retomada depende de novas instruções das autoridades israelenses.

Rotas de exportação do campo de Leviatã
Foto: Divulgação New Med Energy
Rotas de exportação de petróleo e gás do campo de Leviatã

O Leviatã abastece o mercado doméstico israelense e exporta gás via gasoduto para o Egito e a Jordânia. Com a paralisação, o volume suspenso chega a 35 milhões de metros cúbicos por dia, segundo a S&P Global Commodity Insights.

O Egito, que já vinha registrando queda na produção doméstica, cortou fornecimento para parte da indústria e ampliou o uso de diesel nas usinas termelétricas. Analistas estimam que o país precisará importar entre 10 e 12 cargas extras de GNL por mês para compensar a interrupção.

Expansão de US$ 35 bilhões fica suspensa

Antes do fechamento, a Chevron e seus parceiros trabalhavam para ampliar a capacidade do Leviatã de 12 para 21 bilhões de metros cúbicos por ano – volume previsto no acordo bilionário com o Egito. Em fevereiro, as empresas submeteram ao governo israelense um plano de investimento de US$ 2,4 bilhões para viabilizar a expansão.

Os projetos estão suspensos por tempo indeterminado.

Petróleo sobe com tensão no Estreito de Ormuz

O fechamento do Leviatã pressionou os mercados de energia. O barril de Brent chegou a US$ 80 na manhã desta segunda-feira.

O cenário piorou com relatos de que embarcações pararam de circular pelo Estreito de Ormuz após avisos do Irã, deixando centenas de navios ancorados no Golfo Pérsico. Analistas do RBC Capital alertam que o barril a US$ 100 é um risco concreto caso o fornecimento siga sob pressão.

Origem do nome do campo da Chevron e New Med Energy

Leviatã é o nome de um monstro marinho mencionado na Bíblia Hebraica — especificamente nos livros de Jó, Salmos e Isaías. É descrito como uma criatura gigantesca e indomável, símbolo do caos primordial e do poder das profundezas do mar.

A escolha do nome para o campo de gás não é por acaso. Israel tem uma tradição de batizar suas descobertas de hidrocarbonetos offshore com nomes de criaturas marinhas da mitologia judaica e bíblica. O campo de Tamar, por exemplo, leva o nome de uma personagem do Gênesis. Já o Leviatã, descoberto em 2010 pela Noble Energy (adquirida posteriormente pela Chevron), ganhou esse nome justamente pela sua escala monumental — era a maior descoberta de gás natural do mundo naquele ano, com reservas estimadas em 620 bilhões de metros cúbicos.

A metáfora funciona bem: assim como o Leviatã bíblico é descrito como uma força colossal nas profundezas, o campo fica a cerca de 130 quilômetros da costa de Haifa, em lâminas d’água de aproximadamente 1.700 metros.

O nome também carrega uma dimensão filosófica. Thomas Hobbes usou Leviatã como título de seu tratado político de 1651, no qual o Estado soberano é comparado ao monstro bíblico — uma força avassaladora, mas necessária para conter o caos. É uma das obras mais influentes da filosofia política ocidental.

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