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Chefe da UE condena “ataques injustificáveis” do Irã aos Emirados Árabes Unidos

Conflito no Oriente Médio

Quem manda no Irã? Entenda as diferenças entre o presidente e o líder supremo

Publicado 02/03/2026 • 14:45 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • No último sábado (28), o mundo assistiu os conflitos entre Estados Unidos e Irã escalarem para outro patamar.
  • Após intensas ameaças de ataques por parte de Donald Trump, o país americano bombardeou Teerã, capital do Irã, e outras cinco cidades.
  • O ataque foi o suficiente para a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.
Ali Khamenei

Foto: Reuters

Quem manda no Irã? Entenda as diferenças entre o presidente e o líder supremo

No último sábado (28), o mundo assistiu os ataques dos Estados Unidos ao Irã escalarem para outro patamar. Após várias ameaças, Donald Trump ordenou os bombardeios a Teerã, capital do Irã, e outras cinco cidades. O ataque foi o suficiente para a morte do Líder Supremo do país, Ali Khamenei.

A morte de Khamenei fez com que as lideranças iranianas declarassem vingança aos Estados Unidos e também a Israel, que bombardeou o Irã em conjunto com os EUA. Horas depois do primeiro ataque, o país persa respondeu à ofensiva com um ataque sobre instalações americanas no Bahrein.

Leia também: Pesquisa revela que maioria dos americanos desaprova ataque que matou Ali Khamenei

Continuidade da guerra

Apesar do choque inicial vivido pelos iranianos após a morte de Ali Khamenei, o Irã seguiu com os ataques e atingiu o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, como noticiado mais cedo por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O conflito inicial entre EUA e Irã gira em torno da fabricação de armas nucleares, algo comum no armamento americano. Entretanto, segundo as falas do presidente Donald Trump, “Nosso objetivo é defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano“, o republicano entende que a inclusão das bombas no arsenal do Irã representa uma clara ameaça aos Estados Unidos e seus aliados.

Por parte do Irã, o país entende ser um direito próprio a fabricação das armas nucleares, já que inimigos diretos como EUA e Israel, produzem e possuem diversas ogivas nucleares. Ainda na visão dos iranianos, uma proibição ou pressão pelo fim do programa nuclear iraniano fere diretamente a liberdade do país na melhoria da sua defesa.

Entenda as diferenças entre o presidente e o líder supremo no Irã

A morte do líder iraniano, Ali Khamenei, e de outros integrantes que fazem parte do regime da República Islâmica do Irã, “abriu” portas para que a população questionasse o modelo de vida aplicado pelo país.

O sistema de poder no Irã combina elementos de uma república com uma teocracia religiosa, o que resulta em uma estrutura de governo em que autoridades eleitas dividem espaço com figuras religiosas com poder de veto e controle final sobre as principais decisões do Estado, segundo informações do Frontline.

Presidente

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ocupa o posto de chefe de governo dentro da estrutura política do país e, de acordo com a Constituição do Irã, é considerado a segunda autoridade mais alta da República Islâmica, ficando abaixo apenas do Líder Supremo.

Ou seja, o presidente é responsável pela gestão administrativa do país. Isso inclui a nomeação de ministros, a formação do gabinete e dos ministérios e a elaboração de propostas de orçamento que depois seguem para o Parlamento.

Também é função do presidente conduzir a política externa em nome do Estado iraniano, representando o país em encontros internacionais e negociações diplomáticas, sempre dentro dos limites e diretrizes estabelecidos pela posição de poder máximo.

O Irã é o único país em que o Poder Executivo não exerce controle sobre as Forças Armadas. O presidente conduz a política econômica e, embora detenha autoridade formal sobre o Conselho Supremo de Segurança Nacional e o Ministério da Inteligência e Segurança, as decisões relativas à segurança interna e externa são, na prática, definidas pelo Líder Supremo. O Executivo conta com oito vice-presidentes e 22 ministros, cujo gabinete depende de aprovação parlamentar.

Líder Supremo

No centro da estrutura do Irã, está o Líder Supremo, cargo anteriormente ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei, que detém a autoridade máxima tanto sobre a política interna, quanto externa, incluindo as Forças Armadas, a mídia estatal e o Judiciário.

Como Líder Supremo, o ocupante do cargo é considerado o verdadeiro chefe de Estado do Irã. Ele acumula funções religiosas, políticas e militares, se colocando acima do presidente e das demais autoridades eleitas. Na prática, isso significa que o líder tem a palavra final sobre os principais rumos estratégicos do país, inclusive em momentos de crise interna ou de tensão internacional, como no caso recente envolvendo os Estados Unidos.

Um dos poderes mais relevantes do cargo é o comando das Forças Armadas. O Líder Supremo atua como autoridade máxima militar, com o direito de nomear altos comandantes e definir estratégias de defesa. Esse controle reforça sua posição em temas de segurança interna e externa, consolidando o papel da liderança religiosa também no espaço militar.

Relação governo e religião

No Irã, a camada religiosa fica acima da tradicional estrutura vista na maioria dos países, composta pelo presidente, o parlamento e o Judiciário. Embora essa estrutura seja semelhante a sistemas democráticos, com eleições regulares e separação formal de poderes, a decisão final permanece nas mãos do líder supremo.

Ou seja, mesmo que o presidente eleito, ou qualquer parlamentar iraniano, deseje alterar ou propor uma nova lei, a ação pode ser bloqueada por conselhos religiosos com poder de veto ou por decisões do próprio Líder Supremo, o que diminui consideravelmente a autoridade do presidente no país.

Em outras palavras, apesar de existir um presidente iraniano, praticamente todas as decisões que envolvem o país são aprovadas, reprovadas ou alteradas pelo líder supremo do Irã. Entretanto, mesmo que o regime atue no país desde 1979, o modelo de liderança no país é fortemente questionado devido às repressões e violência utilizada na própria população.

Leia também: CIA ajudou a localizar Ali Khamenei em Teerã

Forças armadas

Um dos principais questionamentos envolvendo o sistema aplicado pelo regime iraniano é a utilização da Guarda Revolucionária Iraniana, que responde diretamente ao Líder Supremo e atua como força militar e política paralela às Forças Armadas convencionais.

Entretanto, o que seria um grupo de defesa direto ao Líder Supremo e aos direitos iranianos passou a se tornar um problema entre a população. Além da forte repressão e bloqueio de qualquer liberdade de expressão, os grupos armados da região matam constantemente os próprios cidadãos iranianos como forma de reforçar o regime.

Com a morte de Ali Khamenei, ex-Líder Supremo do Irã, é esperado que a repressão seja maior, mesmo agora com a ausência de diversos líderes. Isso porque tanto os EUA quanto Israel incentivam constantemente a população a iniciar uma revolta e o fim do regime, o que pode desencadear uma nova onda de violência por parte dos radicais.

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