Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Entenda por que o conflito no Irã afeta as ações da Petrobras
Publicado 02/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 37 minutos
Chefe da UE condena “ataques injustificáveis” do Irã aos Emirados Árabes Unidos
Trump ordena que agências federais interrompam uso de tecnologias da Anthropic
Paramount vence disputa bilionária, mas instala clima de incerteza na Warner; saiba por que
Como a participação bilionária da Amazon na OpenAI pode impulsionar seus negócios de IA e nuvem
Block demite 4 mil e troca quase metade da equipe por IA
Publicado 02/03/2026 • 11:11 | Atualizado há 37 minutos
As ações da Petrobras iniciaram o pregão de segunda-feira (2) com alta de quase 4% na bolsa de Nova York. No Brasil, os papéis abriram com elevação de 5% na B3. Não há segredo: a valorização está diretamente ligada ao aumento do preço do petróleo, que disparou após os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.
Por não possuir operações no Irã (ou em países próximos) a Petrobras não corre o risco de ver seus ativos afetados pelo conflito. É diferente do que ocorre com empresas como a Saudi Aramco e a QatarEnergy, que possuem operações relevantes no Oriente Médio e estão mais expostas a eventuais interrupções na produção ou na logística.
Ainda assim há temor. A questão logística preocupa investidores. O Estreito de Ormuz, que banha o território iraniano, é responsável pelo transporte de mais de 20% do petróleo global. Uma eventual interrupção da rota poderia gerar um choque relevante na oferta mundial.
No caso da Petrobras, porém, as exportações para países como China e Índia utilizam rotas marítimas alternativas. Essas rotas não passam pela região do Golfo Pérsico e, até o momento, não foram impactadas pelo conflito.
Isso não significa que a Petrobras não seja afetada. A alta do petróleo influencia diretamente nas finanças da companhia. Por ser porque o petróleo é uma commodity global, com preços definidos no mercado internacional.
Independentemente da origem ou da rota de transporte do barril brasileiro, a Petrobras vende sua produção com base nas cotações internacionais. Tensões geopolíticas que elevam o preço da commodity aumentam o potencial de receita da empresa.
Atualmente, o petróleo já é negociado próximo dos US$ 80 por barril, e especialistas apontam que o preço pode atingir US$ 100 caso o conflito se prolongue ou haja interrupções relevantes na oferta global. Aqui vale a máxima: lei da oferta e demanda.
Estudos indicam que cada aumento de US$ 10 no preço do petróleo gera um impacto bilionário em receitas ao longo da cadeia produtiva do setor, algo em torno de US$ 10 bilhões diluídos entre os players.
Por consequência, ganhos maiores fazem com que ações subam. Seja pela possibilidade de ganho no curto prazo com o spread entre a compra e a venda do papel, seja pela possibilidade de ganhos mais altos com dividendos devido soa lucros que podem vir acima do esperado.
Mais lidas
1
Gigante petrolífera Saudi Aramco é atingida por drones e fecha refinaria de Ras Tanura
2
EXCLUSIVO: IA já não é hype e vai mudar radicalmente os negócios, diz CEO da IBM Brasil
3
Briga com Trump e Pentágono faz Claude ser a IA mais baixada nas últimas 24 horas; site cai
4
Focus: Mercado baixa projeção para dólar e Selic em 2026, mantém o IPCA em 3,91%
5
Grupo Fictor pode incluir mais 12 empresas na recuperação judicial; veja quais