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Quem são os ex-funcionários do Banco Central, envolvidos no caso Master, que recebem tornozeleira eletrônica
Publicado 04/03/2026 • 17:54 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 04/03/2026 • 17:54 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Reprodução
Quem são os ex-funcionários do Banco Central presos no caso Master
O caso que envolve o Banco Master, sua liquidação e uma série de investigações da Polícia Federal ganhou novos desdobramentos. A operação Compliance Zero da Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (04) o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Master.
A PF realizou a terceira fase da operação e cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão que chegaram a valores bilionários. A ação contou com o aval do ministro do Supremo, André Mendonça, que assumiu o caso após a troca de lugar com Dias Toffoli.
Além de Vorcaro, a PF também decretou que dois ex-funcionários do Banco Central, apontados por suposto envolvimento nas irregularidades que levaram às fraudes e à crise no setor financeiro, receberiam tornozeleira eletrônica.
Leia também: ‘Belline cobrando, paga?’ ‘Claro’: as mensagens que mostram como Vorcaro comprou o Banco Central por dentro
No centro das ações da PF, o empresário brasileiro foi preso pela segunda vez desde o início das investigações. Na primeira ocasião, Vorcaro foi preso preventivamente e se manteve por um curto período de tempo em uma cela da própria Polícia Federal e depois foi transferido para um presídio em Guarulhos.
Mesmo após a liberação do ex-proprietário do Banco Master, as medidas contra Vorcaro o obrigam a utilizar tornozeleira eletrônica. Após a soltura do empresário, diversas audiências foram marcadas para dar sequência às investigações.
De acordo com informações da Agência Brasil, e noticiado mais cedo pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a PF prendeu Vorcaro com as alegações dos seguintes crimes:
Além de Vorcaro, há ainda outros dois nomes que devem ganhar tornozeleiras eletrônicas: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central (BC), e Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC.
Um dos nomes que mais chamam atenção no caso é o de Paulo Sérgio Neves de Souza, economista e ex-diretor de fiscalização do Banco Central, que atuou no órgão por mais de duas décadas e chegou a ocupar uma das principais cadeiras responsáveis por monitorar grandes instituições financeiras. Confira as funções de Neves no BC:
Neves de Souza é acusado de ter mantido relações informais com Vorcaro, incluindo orientação sobre documentos e procedimentos relacionados ao Banco Master antes de seus processos de fiscalização, o que, segundo a PF, é visto como um conflito de interesses e uma forma de atrapalhar as investigações e manter interesses particulares.
Ainda de acordo com a apuração do STF, Paulo Sérgio recebia vantagens indevidas camufladas por contratos fictícios. Entre as vantagens, Vorcaro providenciou um guia turístico para a viagem de Paulo à Disney, em Orlando. Na investigação, ele foi alvo de medidas cautelares e teve afastamento do cargo, além de uso de tornozeleira eletrônica, sem chegar a ser preso preventivamente.
Outro funcionário do Banco Central indiciado no caso é Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC. Assim como Neves de Souza, ele é acusado de atuar em uma colaboração com Vorcaro e de ter participado de comunicações diretas com o banqueiro, inclusive fora dos canais oficiais.
Com isso, também sofreu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, afastamento de funções e restrições de contato com outros envolvidos no caso.
Mesmo que não tenham sido presos preventivamente como Daniel Vorcaro e outras figuras diretamente ligadas ao esquema do Banco Master, os ex-funcionários perderam suas funções no Banco Central e estão sob investigação à medida que a Polícia Federal tenta esclarecer possíveis vínculos entre irregularidades bancárias e a atuação interna dentro do órgão regulador responsável pela fiscalização do sistema financeiro.
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