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Como a inteligência artificial ajudou os EUA a selecionar mil alvos no Irã em 24 horas
Publicado 10/03/2026 • 14:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 10/03/2026 • 14:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Como a inteligência artificial ajudou os EUA a selecionar mil alvos no Irã em 24 horas
A inteligência artificial (IA) passou a ocupar papel central na ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, guerra que ocorre desde 28 de fevereiro.
O uso da tecnologia ganhou destaque quando autoridades revelaram que sistemas avançados de análise de dados ajudaram a identificar e priorizar alvos durante os primeiros ataques da campanha militar, segundo o The Washington Post.
A operação começou no início de março de 2026 e utilizou ferramentas capazes de processar grandes volumes de informações de satélites, vigilância e inteligência militar para acelerar decisões estratégicas no campo de batalha.
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No primeiro dia de ataques, as forças americanas conseguiram atingir cerca de 1.000 alvos no território iraniano. A velocidade da operação foi atribuída ao uso do sistema Maven Smart, desenvolvido pela empresa Palantir, que reúne dados de diversas fontes militares e produz análises em tempo real.
Integrado ao sistema está o Claude, ferramenta de inteligência artificial criada pela Anthropic. O modelo foi utilizado para analisar dados sensíveis e sugerir potenciais alvos, além de indicar coordenadas geográficas e classificar a importância estratégica de cada ponto identificado.
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Segundo pessoas envolvidas no programa, o sistema ajudou a reduzir drasticamente o tempo necessário para planejamento militar.
Processos que antes exigiam semanas de análise passaram a ser executados em ritmo quase imediato, permitindo que as forças americanas e israelenses ajustassem suas operações de forma contínua.
Além da seleção inicial de alvos, a tecnologia também passou a ser usada para avaliar os resultados das ofensivas enquanto os ataques ainda estavam em andamento.
Embora esta seja a primeira vez que a ferramenta seja aplicada em uma operação de guerra de grande escala, o sistema já havia sido utilizado em outras missões militares e de segurança.
Versões anteriores do Maven foram usadas durante a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021 e em operações de inteligência após os ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel.
O sistema também já havia sido empregado para analisar ameaças terroristas e em operações de segurança internacional.
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O programa reúne informações de centenas de bases de dados diferentes. Em apresentações militares anteriores, autoridades afirmaram que o sistema consegue integrar informações provenientes de até 179 fontes distintas de inteligência.
O crescimento do uso da ferramenta também foi rápido dentro das forças armadas. Em meados de 2025, mais de 20 mil militares já utilizavam o sistema em diferentes áreas operacionais.
Apesar da presença da tecnologia nas operações militares, a relação entre o governo dos Estados Unidos e a empresa responsável pelo Claude atravessa um momento de tensão.
Pouco antes do início dos bombardeios contra o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que agências federais teriam de interromper gradualmente o uso das ferramentas da Anthropic. O governo estabeleceu um prazo de seis meses para substituir a tecnologia por sistemas alternativos.
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A decisão ocorreu após divergências entre a empresa e autoridades militares sobre o uso da inteligência artificial em vigilância doméstica e no desenvolvimento de armas totalmente autônomas.
Mesmo com a determinação do governo, militares afirmaram que o sistema continuará sendo utilizado temporariamente até que outra tecnologia esteja plenamente disponível.
De acordo com pessoas próximas ao programa, a dependência das forças armadas em relação ao sistema é significativa, o que torna a substituição imediata difícil.

Com a possível saída da Anthropic, outras empresas de inteligência artificial já disputam espaço dentro do setor de defesa dos Estados Unidos.
A empresa xAI, fundada por Elon Musk, firmou recentemente um acordo para desenvolver sistemas voltados para o governo americano. A OpenAI também passou a trabalhar em projetos ligados à área de segurança e defesa.
O avanço dessas ferramentas pode transformar profundamente a forma como guerras são planejadas e conduzidas.
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Pesquisadores apontam que a principal mudança está na velocidade de processamento das informações. Em vez de depender exclusivamente de analistas humanos, os militares conseguem utilizar algoritmos para organizar dados e produzir recomendações quase instantaneamente.
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O uso de IA em operações militares e na segurança digital aponta para uma mudança significativa na forma como governos e empresas lidam com tecnologia.
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