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Banco Master: veja quem são os mais afetados pela crise
Publicado 10/03/2026 • 13:15 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 10/03/2026 • 13:15 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Quem são os mais afetados pela crise do Banco Master; entenda
A liquidação de instituições financeiras associadas ao conglomerado do Banco Master já impacta mais de 1,4 mil trabalhadores no Brasil. O processo vem ocorrendo desde novembro do ano passado e ganhou um novo capítulo nesta semana com a liquidação do Banco Pleno.
A medida faz parte de uma série de decisões do Banco Central diante da deterioração financeira e de problemas de liquidez envolvendo empresas ligadas ao grupo.
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Entre os efeitos mais imediatos da crise está o impacto no emprego. Segundo publicado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, aproximadamente 160 funcionários do Banco Pleno são diretamente afetados pela liquidação da instituição.
Somando os processos já decretados, o número de trabalhadores atingidos ultrapassa 1,4 mil. A estimativa inclui cerca de 515 funcionários do Banco Master, aproximadamente 750 do Will Bank e outros 160 ligados ao Banco Pleno.
O sindicato acompanha o caso e afirma cobrar transparência sobre o pagamento de salários e demais direitos trabalhistas durante o processo de encerramento das atividades.
A liquidação é um procedimento que determina o encerramento das operações de uma instituição financeira.
A partir desse momento, inicia-se a apuração de ativos e passivos para pagamento de credores conforme as regras estabelecidas pelo Banco Central.
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Desde novembro, diversas empresas ligadas ao conglomerado foram atingidas. Entre as primeiras instituições incluídas no processo estavam o Banco Master S.A., o Banco Master de Investimento S.A., o Banco Letsbank S.A. e a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Com o avanço das investigações e o agravamento da crise financeira, outras entidades também passaram a ser liquidadas. Ao todo, oito instituições acabaram envolvidas no processo, incluindo:
Segundo o Banco Central, as decisões foram motivadas por insolvência, deterioração da liquidez e descumprimento de normas do sistema financeiro.
A crise do conglomerado atingiu aproximadamente 1,6 milhão de clientes que mantinham contas ou investimentos nas instituições vinculadas ao Banco Master.
Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Crédito passou a atuar no ressarcimento dos valores. Pelas regras do fundo, cada cliente tem direito a receber até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O limite máximo pode chegar a R$ 1 milhão a cada quatro anos.
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A estimativa é que cerca de R$ 41 bilhões sejam necessários para cobrir os valores devidos aos clientes das instituições liquidadas.
O FGC informou possuir cerca de R$ 120 bilhões em liquidez, o que indica que o pagamento aos clientes do grupo pode consumir aproximadamente um terço dos recursos disponíveis.
O fundo também alertou que não existem intermediários autorizados para realizar o pagamento e que nenhum tipo de taxa é cobrada para a restituição.
A liquidação extrajudicial do Banco Master também afetou diretamente fundos de investimento. Ao todo, 58 Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os chamados FIDCs, foram impactados pela suspensão das operações da instituição.
Esses fundos somam aproximadamente R$ 3,9 bilhões em patrimônio líquido. Embora o valor seja expressivo, ele representa cerca de 0,5% do total do mercado de FIDCs no país.
Com a liquidação, recursos mantidos em aplicações como contas correntes, CDBs, LCIs e outros produtos financeiros ficam temporariamente indisponíveis até a conclusão da apuração dos saldos.
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Os investidores mais vulneráveis são aqueles que aplicaram valores acima do limite de proteção do Fundo Garantidor de Crédito ou que investiram em produtos sem cobertura do fundo.
Entre os exemplos citados está o Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de mais de 235 mil beneficiários do Estado do Rio de Janeiro. O fundo aplicou cerca de R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master, títulos que não possuem garantia do FGC.
Relatórios técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro indicaram irregularidades nas aplicações e alertaram para os riscos envolvidos. Mesmo assim, aproximadamente 10% do patrimônio do fundo ficou exposto ao banco.
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A crise do Banco Master reacendeu discussões sobre gestão de risco e governança no mercado financeiro. Muitos investidores assumiram exposições elevadas em busca de rendimentos maiores, especialmente em produtos estruturados ou fora da proteção do FGC.
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