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Pão de Açúcar: quais dívidas entram na renegociação bilionária e quais ficaram de fora?
Publicado 10/03/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 10/03/2026 • 13:45 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Nesta terça-feira (10), o Grupo Pão de Açúcar (GPA) iniciou o processo de recuperação extrajudicial da empresa com o objetivo de renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A estratégia faz parte de um processo de reorganização financeira que busca aliviar a pressão sobre seu caixa e alongar prazos de pagamento.
Mesmo com a medida anunciada por meio de um fato relevante, segundo a empresa, as operações seguem em funcionamento normalmente. O processo de recuperação extrajudicial não envolve bloqueios ou paralisações das atividades, apenas renegocia a dívida diretamente com os credores, desde que pelo menos um terço esteja de acordo. No caso do GPA, o montante já chega aos R$ 2,1 bilhões.
Leia também: Grupo Pão de Açúcar entra em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas
A renegociação tem como objetivo ajustar o perfil do endividamento, permitindo que a empresa tenha mais tempo para pagar os compromissos e reduza a pressão de vencimentos concentrados em curto prazo. Parte dessas dívidas vence já em 2026, o que levou a companhia a buscar uma solução para reorganizar o passivo e manter a estabilidade financeira.
O plano apresentado pelo GPA concentra-se em dívidas financeiras sem garantia, que não estão diretamente ligadas às atividades operacionais da empresa. De acordo com entrevista concedida ao Estadão, o diretor financeiro do GPA, Pedro Albuquerque, que recentemente ocupou o cargo na empresa, afirmou que o plano segue outros caminhos internos.
“Essa medida é o início de um processo de reestruturação das nossas dívidas não operacionais. Ela não envolve pagamento a fornecedor, aluguel de loja ou salário de colaborador. A operação segue funcionando normalmente.”
Ainda de acordo com o diretor financeiro, o processo iniciado pelo Grupo Pão de Açúcar não inclui passivos trabalhistas e tributários, já que estão sendo tratados separadamente.
Segundo informações divulgadas pela empresa, os credores, que representam cerca de 46% dos créditos incluídos no plano, já aderiram à proposta.
Esse percentual é superior ao mínimo exigido pela legislação brasileira para a apresentação de um plano de recuperação extrajudicial, que exige apoio de pelo menos um terço dos créditos envolvidos.
Com isso, a empresa pode iniciar um projeto “independente”, que não envolve a participação do Judiciário no processo, e dar prosseguimento ao plano, que busca manter as atividades normalmente, organizar as dívidas e garantir o funcionamento da loja.
Leia também: No GPA, a fila do caixa está cheia de credores
Apesar do volume elevado de dívidas incluídas no plano, diversas obrigações ficaram fora da recuperação extrajudicial. Segundo o GPA, o processo não inclui compromissos operacionais, como pagamentos a fornecedores, parceiros comerciais, clientes ou funcionários.
Isso porque, de acordo com as informações divulgadas pela empresa, essas obrigações seguem sendo pagas e quitadas sem qualquer alteração, mesmo que o processo da empresa envolva dívidas bilionárias. Ainda segundo o Grupo Pão de Açúcar (GPA), as funcionalidades das lojas não serão afetadas pelo início do processo de recuperação extrajudicial.
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