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Gen Z assume protagonismo nas marcas e está criando novas estratégias de comunicação
Publicado 11/03/2026 • 17:50 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 11/03/2026 • 17:50 | Atualizado há 3 horas
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Esse perfil promove uma transformação na forma como as empresas se posicionam, comunicam e constroem visibilidade
A Geração Z deixou de ser apenas público-alvo para se tornar protagonista na construção das marcas. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, jovens nascidos entre 1997 e 2012, devem representar 58% da força de trabalho global até 2030.
Esse perfil promove uma transformação na forma como as empresas se posicionam, comunicam e constroem visibilidade, tornando-se curadores de tendências, criadores de conteúdo e agentes ativos na construção da reputação das empresas.
Para Caroline Jurdi, CEO e fundadora da CJ Hub, agência de Marketing as a Service, que é formada 100% por profissionais da Geração Z, antes as marcas investiam em campanhas publicitárias unidirecionais. Hoje, o diálogo é constante, descentralizado e orientado por comunidades “Plataformas não são apenas canais de divulgação, mas ambientes de construção de narrativa, reputação e identidade. O discurso institucional mudou para uma linguagem mais próxima, com humor e interação em tempo real”, comenta Jurdi. Segundo a CEO, alguns pontos são fundamentais para que as organizações alcancem sucesso nesse cenário.
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As campanhas deixam de ser desenvolvidas de forma isolada e passam a ser construídas em conjunto com comunidades digitais, sendo testadas, ajustadas e validadas continuamente para gerar relevância e engajamento. “Como por exemplo uma marca esportiva lançar edições colaborativas com atletas, integrando a construção da identidade do produto”, comenta Jurdi.
Tendências surgem e desaparecem em questão de horas, as marcas precisam reagir quase instantaneamente, ajustando campanhas e conteúdos para permanecerem relevantes e conectados ao público.
Cada canal possui sua própria linguagem e dinâmica, os conteúdos são estrategicamente desenvolvidos para circular organicamente. “A marca pode contar uma história central e desdobrar em diferentes formatos, como vídeo, podcast, redes sociais e eventos“, exemplifica a CEO.
A participação vai além da promoção de produtos, eles colaboram na criação de conteúdos, ajudam a moldar a narrativa da marca e fortalecem a conexão com nichos específicos.
Segundo Jurdi, a nova estratégia combina análise de dados em tempo real com leitura cultural. “Métricas tradicionais como alcance e impressões mudam para indicadores mais profundos, que medem engajamento qualitativo, retenção de atenção e participação ativa da audiência, refletindo de forma mais precisa o impacto real das campanhas. Além disso, as organizações passam a atuar como curadoras de experiências, criando espaços de pertencimento, seja por meio de eventos híbridos, collabs ou ativações digitais”, diz.
A Geração Z não quer apenas consumir marcas, e sim, cocriar, questionar e transformar. Ao assumir posições estratégicas em agências e departamentos de marketing, redefinem o branding para menos centrado na publicidade tradicional e mais focado em cultura, comunidade e conversa contínua.
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