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Gigantes do petróleo alertam que mercado de energia se aproxima do limite

Publicado 01/05/2026 • 19:45 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Exxon, Chevron e ConocoPhillips alertam que estoques e reservas vêm amortecendo o choque inicial no mercado de energia.
  • Darren Woods, CEO da Exxon, disse à CNBC que o mercado ainda não precificou toda a interrupção no fornecimento global de petróleo e gás.
  • Executivos do setor veem risco de alta mais forte nos preços se o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

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O mercado global de energia ainda opera com uma proteção temporária contra o choque provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Mas ela pode estar perto do limite.

Estoques comerciais, reservas estratégicas e cargas de petróleo que já estavam em trânsito antes do agravamento da guerra no Irã ajudaram a suavizar o impacto inicial sobre os preços. Executivos de grandes petroleiras, porém, alertam que esse colchão de oferta não é sustentável por muito tempo.

Darren Woods, CEO da Exxon Mobil, afirmou em entrevista exclusiva à CNBC que o mercado ainda não precificou toda a magnitude da interrupção no fornecimento global de petróleo e gás natural.

Leia também: CEO da Exxon alerta para alta do petróleo com guerra no Irã: mercado ainda não refletiu impacto total

“É óbvio que, ao observar a interrupção sem precedentes no fornecimento global de petróleo e gás natural, o mercado ainda não refletiu completamente esse impacto”, afirmou Woods.

Segundo o executivo, o impacto inicial foi parcialmente amortecido pelo volume de petroleiros carregados que já estavam em trânsito no início do conflito, além da liberação de reservas estratégicas e da utilização de estoques comerciais.

Woods destacou que esses mecanismos são temporários. À medida que o conflito se prolonga, essas fontes de oferta tendem a se esgotar, o que deve provocar uma elevação dos preços, especialmente se o estreito permanecer fechado.

“Há mais por vir se o estreito permanecer fechado”, acrescentou.

Andy O’Brien, diretor financeiro da ConocoPhillips, afirmou durante apresentação de resultados da companhia que o mercado viveu uma espécie de “período de carência” desde o início da guerra, sustentado por navios que já estavam carregados antes da interrupção dos fluxos. Com essas cargas deixando de chegar, a escassez tende a aparecer de forma mais clara.

Mike Wirth, CEO da Chevron, alertou que, conforme estoques e reservas deixam de funcionar como amortecedores, o mercado perde capacidade de absorver novos choques. Nesse cenário, o ajuste passa a ocorrer de forma mais direta pelos preços.

Leia também: Guerra com o Irã derruba lucros da Exxon Mobil e Chevron após interrupções nos embarques de petróleo

Para as petroleiras, o risco é que o mercado esteja subestimando a velocidade com que esses estoques podem se aproximar de níveis mínimos operacionais. Se isso ocorrer antes de uma normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, a alta do petróleo pode se intensificar e atingir combustíveis, transporte, inflação e custos de produção em escala global.

O fechamento de Ormuz é tratado pelo setor como um dos cenários mais graves para o mercado de energia. A rota é estratégica para o escoamento de petróleo e gás do Golfo Pérsico, e qualquer interrupção prolongada reduz a flexibilidade da oferta global.

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