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Belmond transforma Casa Higienópolis em vitrine global do slow luxury

Publicado 12/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 3 horas

Foto de Danni Rudz

Danni Rudz

Danni Rudz é comunicadora, criadora de conteúdo, consultora de diversidade corporal e vivências raciais, palestrante, educadora e especialista em moda inclusiva.  Comentarista especialista no Times Brasil - Licenciado CNBC falando ao vivo de Mercado de Luxo e Lifestyle, todas as 6ª feiras. Membro Forbes BLK.

Divulgação

Casa Higienópolis

De 9 a 15 de março, a Casa Higienópolis, em São Paulo, se transforma em uma extensão temporária dos hotéis Belmond ao redor do mundo. A iniciativa “Belmond na Casa Higienópolis” marca a primeira ocupação da marca na capital paulista e apresenta, na prática, o conceito de "slow luxury", tendência que valoriza tempo, autenticidade e experiências com propósito.

A programação reúne nomes e experiências de propriedades icônicas do grupo. No Bellini Listening Bar, equipes do Hotel Cipriani, em Veneza, e do Copacabana Palace se encontram para uma carta especial de drinques, incluindo o clássico Bellini, em uma experiência que combina mixologia e trilha sonora curada.

Na gastronomia, a chef peruana Pía León conduz um workshop sobre ceviche inspirado nos ecossistemas costeiros do Peru. Já o Villeggiatura Brunch, no encerramento, traz referências da costa italiana com o chef Roberto Toro, do Grand Hotel Timeo.

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A imersão inclui ainda a exposição “Materialidade do Mar”, com reflexões sobre biodiversidade e rastreabilidade, além de experiências de bem-estar como aulas de yoga e cerimônia tradicional do cacau, inspiradas no Maroma, na Riviera Maya.

No campo cultural e de moda, o estilista sul-africano Thebe Magugu, vencedor do Prêmio LVMH, apresenta criações inéditas e participa de conversa sobre design e hospitalidade, enquanto a Legends Library expõe coleções fotográficas da marca.

Estratégia de mercado

Mais do que uma agenda cultural, o projeto revela uma estratégia clara da hospitalidade de luxo: transformar marca em experiência antes mesmo da viagem acontecer.

Ao ocupar um espaço histórico em São Paulo, cidade com um dos maiores mercados consumidores de luxo da América Latina, a Belmond se posiciona diretamente diante do público brasileiro de alta renda. A ativação aproxima o consumidor dos destinos da marca por meio de sensorialidade, narrativa e curadoria.

O movimento acompanha uma tendência global do setor premium: o luxo deixa de ser apenas hospedagem e passa a atuar como plataforma de lifestyle integrada, conectando turismo, gastronomia, arte, moda e bem-estar.

Para o mercado brasileiro, a iniciativa reforça o país como player estratégico no turismo internacional de alto padrão e confirma que, no cenário atual, experiência e significado são os principais ativos econômicos do luxo contemporâneo.

Dados de Mercado

  1. O mercado global de hotéis de luxo deve atingir aproximadamente US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão) em 2026.
  2. Estratégia Belmond/LVMH: cerca de 30% da receita de grandes grupos de hospitalidade agora provém de experiências “não-hospedagem”.
  3. A economia global do bem-estar deve ultrapassar os US$ 7,5 trilhões (R$ 39 trilhões) em 2026.
  4. No Brasil: O país é o segundo maior mercado de bem-estar da América Latina. O consumidor brasileiro de alta renda gasta, em média, US$ 2.500 (R$ 13.000) por ano em serviços de bem-estar de luxo.
  5. O Brasil continua sendo o maior mercado de luxo da América Latina, movimentando cerca de R$ 20 bilhões anualmente.
  6. Slow Luxury: A demanda por marcas que comunicam "rastreabilidade e propósito" cresceu 40% entre o público de alta renda nos últimos dois anos.
  7. Valor de Marca: Marcas que utilizam parcerias interdisciplinares veem um aumento de 20% no engajamento de novos clientes orgânicos.

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