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Irã diz estar pronto para guerra de desgaste que poderia “destruir a economia mundial”

Publicado 11/03/2026 • 21:18 | Atualizado há 3 horas

AFP

KEY POINTS

  • Irã afirma estar preparado para um conflito prolongado contra EUA e Israel, iniciado há 12 dias, e ameaça uma “guerra de desgaste” capaz de afetar a economia global e americana.
  • Tensões atingem o mercado de energia, com ataques a navios e instalações no Golfo e no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL do mundo.
  • Países da Agência Internacional de Energia decidiram liberar 400 milhões de barris de reservas estratégicas, no maior uso da história da organização, para tentar conter a escalada nos preços.
O Irã afirmou nesta quarta-feira (11) estar preparado para uma guerra longa, doze dias após o início dos ataques américo-israelenses, em um conflito regionalizado que ameaça o abastecimento de petróleo da economia mundial.

O Irã afirmou nesta quarta-feira (11) estar preparado para uma guerra longa, doze dias após o início dos ataques américo-israelenses, em um conflito regionalizado que ameaça o abastecimento de petróleo da economia mundial.

Enquanto os preços do barril avançam e instalações energéticas são atingidas no Golfo, além de navios no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o petróleo do Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou pela segunda vez nesta semana que a guerra pode terminar “em breve”.

Ao afirmar que “quase não resta nada para atingir” no Irã e que sua “incursão militar” está “muito adiantada” em relação ao cronograma, Donald Trump não detalhou seus objetivos militares, que incluem destruir os programas balístico e nuclear iranianos e possivelmente derrubar o regime.

Leia também: Após Irã anunciar ‘maior ofensiva da guerra’, FBI alerta para ameaça de drones na Califórnia

Já o Exército de Israel, que havia dito anteriormente que “não há limite de tempo” para a ofensiva, adotou posição oposta à do aliado e afirmou que ainda dispõe de “um vasto reservatório de alvos” no Irã.

Do lado iraniano, os Guardas da Revolução afirmaram estar prontos para uma campanha prolongada, com o objetivo de forçar Washington a recuar ao atingir interesses ocidentais.

Ali Fadavi, representante dessa força militar ideológica, ameaçou iniciar uma “guerra de desgaste” capaz de “destruir a economia americana inteira, assim como a economia mundial”.

Explosões em Teerã e tensão no Golfo

Na capital iraniana, Teerã, explosões continuam sendo ouvidas regularmente, segundo jornalistas da AFP, embora a vida cotidiana tente se reorganizar.

Colocamos nossa fé em Deus. Por enquanto, ainda há comida nas lojas”, disse Mahvash, de 70 anos, moradora da capital iraniana.

Leia também: Exército de Israel diz ainda ter “vasto reservatório de alvos” no Irã

Drones israelenses atacaram vários bairros na noite de quarta-feira, matando integrantes das forças de segurança, segundo a agência iraniana Fars.

Nos Estados do Golfo, ataques de retaliação iranianos tornaram-se cada vez mais frequentes, aumentando a preocupação de governos da região com os preços do petróleo.

A tensão também atingiu o setor corporativo internacional. Após ameaças iranianas, o banco americano Citi e as consultorias Deloitte e PwC evacuaram ou fecharam escritórios em Dubai.

Além disso, dois drones caíram perto do aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, deixando quatro pessoas feridas.

Um trabalhador indiano de um terminal de cargas, que pediu anonimato, relatou: “Ele voava tão baixo que eu o vi muito claramente”.

O Irã também afirmou ter atingido dois navios no Estreito de Ormuz.

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Apesar disso, Donald Trump afirmou que “haverá grande segurança” no estreito, por onde normalmente passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).

O presidente americano também disse que “28 navios lançadores de minas” iranianos foram atingidos, em meio ao temor internacional de que o estreito seja minado.

Tanques de combustível foram atingidos em Omã e um campo petrolífero foi alvo de ataques na Arábia Saudita.

No Iraque, a embaixada dos Estados Unidos alertou para possíveis ataques do Irã ou de seus aliados contra instalações petrolíferas.

O Conselho de Segurança da ONU pediu “cessação imediata” dos ataques iranianos.

Portos e navios entram na mira do conflito

Os portos da região também podem virar alvo. O Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio (Centcom) alertou civis iranianos para se afastarem de portos próximos ao Estreito de Ormuz, afirmando que, se forem usados para fins militares, “perdem seu status protegido”.

Leia também: Embaixada dos EUA no Iraque alerta que Irã pode atacar petrolíferas americanas no país

O Exército iraniano respondeu dizendo que, em caso de ataque, “todos os portos e cais da região se tornarão alvos legítimos”.

Teerã também afirmou que qualquer carga de petróleo ou navio pertencente aos Estados Unidos, Israel ou seus aliados pode ser considerado alvo.

Segundo a agência marítima britânica UKMTO, três navios foram atingidos, e imagens obtidas pela AFP mostram um cargueiro tailandês coberto por fumaça.

De acordo com levantamento da AFP, Israel e os Estados Unidos atingiram 13 vezes instalações energéticas iranianas, enquanto ao menos 25 ataques iranianos miraram instalações americanas na região.

Liberação recorde de petróleo

Diante da escalada do conflito, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, no maior uso da história da organização.

Leia também: Irã ataca navios comerciais e aeroporto de Dubai e mira instalações petrolíferas

Após a primeira reunião do G7 por videoconferência desde o início da guerra, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a medida representa “um sinal claro para reduzir os preços globais”.

A decisão já era amplamente esperada pelo mercado e, por volta das 17h (GMT), o petróleo Brent, referência internacional, subia 4,79% no dia, sendo negociado a US$ 92,01 (R$ 478,5).

A alta do petróleo já provoca reações de governos, como na Grécia, que decidiu limitar as margens de lucro na venda de combustíveis.

Líder supremo iraniano teria sido ferido

No Irã, o governo mantém o desafio à pressão militar de Estados Unidos e Israel.

O novo líder supremo Mojtaba Khamenei, designado no domingo para suceder seu pai, morto no primeiro dia da guerra, ainda não apareceu publicamente.

Segundo a televisão estatal iraniana e o embaixador do Irã em Chipre, citados pelo The Guardian, ele teria sido ferido durante o conflito.

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Apesar dos bombardeios, multidões pró-governo foram às ruas de Teerã para participar dos funerais de dignitários mortos, em cerimônias fortemente protegidas por forças especiais armadas, segundo jornalistas da AFP.

O governo também tenta prevenir protestos da oposição. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou que suas forças estão “com o dedo no gatilho”.

Enquanto isso, Israel continua ataques no Líbano contra o Hezbollah, com bombardeios intensos no sul de Beirute, segundo repórteres da AFP.

Um novo balanço das autoridades libanesas aponta 634 mortos desde 2 de março e mais de 800 mil deslocados.

O Hezbollah, aliado do Irã, afirmou ter lançado “dezenas de foguetes” contra o norte de Israel.

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