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Escassez de diesel: como a falta de combustível afeta preços e rotina do país
Publicado 25/03/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 25/03/2026 • 22:00 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Freepik
Escassez de diesel: como a falta de combustível afeta preços e rotina do país
Os conflitos no Oriente Médio entre os Estados Unidos e Irã já resultaram em diversos impactos que afetam a economia global. Entre os principais motivos, a falta de abastecimento de petróleo, causada principalmente pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, está pressionando os países a adotarem medidas que aliviem a escassez desse material e do diesel.
No momento, substituir a principal rota marítima para o transporte de petróleo, fertilizantes e outros materiais essenciais é visto como um desafio.
Em 2024, o Estreito de Ormuz respondeu por cerca de 20% do consumo global de petróleo, o equivalente a aproximadamente 20 bilhões de barris transportados diariamente.
Vale lembrar que a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou cerca de 400 milhões de barris de petróleo para tentar minimizar os impactos do bloqueio de Ormuz. Entretanto, a escassez do diesel segue afetando diretamente os preços do combustível e produções que dependem dos materiais.
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O diesel é um dos principais combustíveis da economia brasileira, sendo utilizado tanto no transporte de mercadorias quanto na operação de máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras.
De acordo com um levantamento da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), com a restrição na oferta, produtores enfrentam dificuldades para manter o ritmo da produção, especialmente em regiões agrícolas.
A falta do combustível compromete desde o escoamento das safras até o andamento da produção. Além disso, há relatos de dificuldades no transporte de insumos, na operação de máquinas agrícolas e na distribuição da produção nas principais regiões produtoras, do Sul ao Centro-Oeste.
No governo, a avaliação é de que os efeitos do problema podem chegar aos preços dos alimentos, com atenção especial ao milho, base da ração animal, o que tende a aumentar o custo das carnes.
Até o momento, as ações do governo estão focadas na redução de tributos sobre combustíveis e no reforço da fiscalização de reajustes.
Essa medida pode ser crucial para evitar uma crise no setor e aumento no preço de outros alimentos. Entretanto, a possibilidade de criação de uma linha de crédito emergencial é uma possibilidade real.
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As dificuldades são relatadas por produtores em diferentes regiões do país. Rizicultores do Rio Grande do Sul, responsáveis por cerca de 70% do abastecimento nacional de arroz, apontam impactos diretos, assim como produtores de soja do Centro-Oeste, que tentam concluir a colheita de uma supersafra e iniciar o plantio da segunda safra de milho.
Em São Paulo, usinas de açúcar e etanol também se preparam para o início da safra 2026/2027 sob esse cenário. Com isso, o diesel é fundamental tanto para o transporte da produção agrícola até indústrias e portos quanto para o funcionamento das máquinas no campo, como tratores e equipamentos de colheita e plantio.
Ainda de acordo com a Fenacombustíveis, no Rio Grande do Sul, a principal preocupação gira em torno da colheita do arroz, que ocorre entre o fim de fevereiro e o início de abril, com pico em março.
De acordo com a Fedearroz, entidade que representa os produtores locais, o diesel tem ficado mais caro justamente em um momento em que o preço do grão está em baixa.
Já no sudeste, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) já manifestou preocupação com a possibilidade de falta de diesel em meio à colheita de grãos e da cana-de-açúcar.
Em São Paulo, principal produtor de açúcar e etanol do país, o receio é de que o combustível não seja suficiente para abastecer as colheitadeiras no início da safra 2026/2027.
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De forma geral, com a escalada da guerra no Oriente Médio e a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, é esperado que a ausência do abastecimento siga pressionando diversos setores de produção do país.
Até o momento, não há previsão de reabertura da rota marítima nem de normalização do abastecimento de diesel, mesmo com a possibilidade de uma trégua no conflito.
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